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ENTREVISTA CÉLULA MÃE

A Célula Mãe, como diz, é uma célula no sentido de dar a vida às condições de sobrevivência aos animais encontrados pelas ruas. Seu trabalho é condicionado a cuidar desses animais, lhe proporcionando um viver digno, evitando que sejam vítimas de maus tratos.
Quem conhece a Célula Mãe, pode testemunhar o quanto ela é importante em cuidar dessas pobres criaturas. Sempre buscando acabar com os índices, cada vez mais crescente, na questão dos animais abandonados na rua.
Tive conhecimento da entidade através das suas ações feita também pela internet (site), onde mostra sua inesgotável disposição e garra em procurar abranger um número cada vez maior de animais sob sua guarda. É um trabalho merecedor de todas as honras.
Seguidores, leitores e visitantes tenham o prazer de ler a entrevista da Célula Mãe em nosso blog. Aproveite para conhecê-la melhor...
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Como surgiu a Célula Mãe?
Através de um grupo de pessoas sensíveis à problemática dos animais (abandono e maus-tratos) que resolveram desenvolver ações preventivas nas comunidades com campanhas de esterilização e guarda responsável. Foi criada em 2004 e registrada em 2006.
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Como acontece o trabalho da Célula Mãe?
A entidade que hoje conta com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde SESAB-BA realiza o trabalho diretamente na comunidade carente (bairros como Cajazeiras, Ribeira, Itinga, São Cristóvão, Águas Claras, Centro Histórico, dentre outros), cadastrando os animais e recolhendo-os para esterilização. Os animais não domiciliados ou aqueles pertencentes à pessoas sem condições de fazerem pós-operatório ficam no canil da entidade, sendo depois devolvidos após a cicatrização.
A ONG também conta com um serviço de som (carro de som) e distribuição de panfletos, onde, na sua unidade móvel divulga a guarda responsável e orienta a população.
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Pode-se dizer que a Célula Mãe é referencia para aqueles que pensam em defender a causa dos animais?
Sim, a ONG é referência em controle humanitário da população de cães e gatos e em ações de defesa animal. Em menor escala, também impetramos ações contra-maus-tratos.
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Qual o cenário hoje dos animais abandonados na rua? E qual é o motivo para tantos animais desprezados?
Apesar dos esforços das entidades e dos protetores locais, a situação dos animais ainda é precária, apesar de ter melhorado muito nos últimos anos. Temos percebido que cada vez mais pessoas tomam a iniciativa de cuidarem dos animais no seu bairro, mas ainda falta estrutura necessária para esta assistência como um hospital público para atendimento a animais indigentes e/ou carentes, campanhas maciças de esclarecimento e guarda responsável, etc.
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Qual seria a solução mais próxima para esse problema?
A conscientização da população quanto às Lei de Proteção Animal, punição eficaz em caso de abandono e maus-tratos, ampliação dos Programas de esterilização em massa, educação humanitária nas escolas e disponibilização de uma estrutura pública para assistência aos animais carentes.
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A Célula Mãe também é vítima das dificuldades, mas qual seria a maior delas?
A falta de voluntários comprometidos e falta de recursos.
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Sabemos que ainda é pouca a conscientização das pessoas em relação aos trabalhos desenvolvidos em prol da retirada dos animais de rua. Isso acontece por quê?
Acredito que devido a falha no sistema educacional que não difunde valores humanitários. O abandono dos animais é reflexo da falta de bons valores na sociedade.
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Vocês recebem alguma ajuda do Poder Público ou conta somente com as contribuições das pessoas sensibilizadas pela causa animal?
Sim, contamos com a ajuda de poucos associados e, pela primeira vez na história da saúde pública baiana uma entidade de proteção animal recebeu recursos públicos para desenvolvimento de trabalhos relacionados ao bem estar dos animais e controle humanitário de zoonoses.
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De que forma podemos contribuir com a Célula Mãe?
Através de doações na conta bancária (Banco do Brasil, Agência 2798-7 C. corrente nº. 29494-2) para manutenção do veículo e do canil, ração, material de limpeza, material hospitalar (seringa, esparadrapo, fio mononylon, etc.), medicamentos (antibióticos e anti-inflamatórios, etc.)
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Como o Poder Público pode ajudar?
Mantendo e ampliando o Programa de Controle Humanitário da População de Cães e Gatos.
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Vocês acreditam que a questão dos animais abandonados está esquecida pelos políticos e suas leis? Como a sociedade pode pressionar? Essa pressão se resume somente no voto em época de eleição?
Não apenas no voto, mas é necessário que as pessoas votem em quem realmente tem a questão dos animais como um dos projetos. Além disto, existe um Projeto de Lei Estadual de Bem Estar Animal apresentado à Assembléia Legislativa que está em tramitação desde 2007. É necessário que a sociedade e as entidades cobrem a aprovação urgente desta Lei.
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Vocês divulgam a necessidade da “posse responsável” e da esterilização como ações a serem adotadas no controle populacional dos animais. Saberia dizer por que a sociedade ainda não assimilou essa prática?
Talvez precisemos difundir mais a esterilização e guarda responsável com uma forma eficaz para se diminuir a quantidade de cães e gatos abandonados nas ruas, porem o espaço na mídia ainda é limitado. Hoje temos cerca de 89.000 animais em situação de abandono.
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Em relação à vacinação que foi suspensa pelo Ministério da Saúde, com ficou Salvador nessa questão?
Salvador suspendeu a vacinação temporariamente por precaução, apesar de não terem sido registrados casos de óbito já que segundo a DIVEP-BA (Divisão de Vigilância Epidemiológica da Bahia) a marca e o lote de vacinas usados na campanha baiana são diferentes dos usados nos outros estados.
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Falando em parcerias, a Célula Mãe está bem servida ou ainda existe alguma dificuldade?
Sim, existe uma deficiência grande de parceiros. As empresas e clinicas não têm uma visão social do segmento veterinário e de como estas ações poderiam beneficiar as marcas deles. A falta de parcerias é um problema crônico na Bahia, ao contrario do que acontece em Rio e São Paulo.
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Não vejo nenhuma movimentação conjunta em os grupos de adoção de animais, cada um faz a sua parte. Qual motivo desse afastamento? Não seria mais fácil se fosse “unidos venceremos!” ?
Com certeza, mas existe a “vaidade” daqueles que pensam em fazer as coisas “do seu jeito”. Desta forma, ao invés de pessoas estarem se unindo às entidades já existentes, surgem, cada vez mais, grupos e entidades menores que dispersam e minimizam o trabalho. A Célula tem lutado para aglutinar protetores e estabelecer parcerias com as demais entidades.
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O que depende para as entidades, ONGS e casas de adoção entre outras sejam um grupo realmente forte?
Da união, em primeiro lugar.
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Quais são as próximas ações da célula Mãe?
Concluímos a construção de uma nova unidade (10 canis e 8 gatis) e a locação de uma sede administrativa. Desta forma teremos um local mais adequado para a execução do Plano de Trabalho firmado com a Secretaria de Saúde ou seja, para a realização do pós-cirurgico e para administração do nosso trabalho. O próximo passo será a aquisição definitiva do imóvel e a construção do nosso Centro Cirúrgico.
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As feirinhas ajudam na adoção de animais? Como vocês avaliam o papel delas?
As feirinhas são muito importantes para a diminuição do número de animais em situação de abandono pois estimulam a adoção, além de serem uma oportunidade de confraternização entre pretores e ONGS.
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Conforme pesquisa, os gatos estão passando a frente no gosto popular em relação aos cachorros. Nas feirinhas dá pra confirmar tal realidade ou os cães ainda são os mais procurados?
Os cães ainda são mais procurados, especialmente os filhotes. Entretanto, os gatos têm tido um aumento contínuo na procura por adoções
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Seu recado para aqueles que desejam abraçar a causa animal é...
Vista a camisa! É MUITO GRATIFICANTE SE DEDICAR AOS NOSSOS IRMAÕZINHOS

ENTREVISTA DA UPAS A RÁDIO CBN

Aos visitantes e seguidores, apresento em primeira mão, a entrevista da UPAS a rádio CBN SALVADOR - FM 100,7 ouça também na internet: http://www.ibahia.com/





Ouçam a entrevista!
A entrevistada foi Ruth Nunes que falou da importância de desenvolver um trabalho de adoção de animais, assim como, o de conscientizar as pessoas para o grande problema dos animais abandonados na ruas de Salvador.
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ENTREVISTA COM A "ECOMENINAS"


Desta vez meu achado não veio da internet, mas de uma revista. A Revista Bons Fluídos, num texto gostoso e interessante de ler. Pela leitura me identifiquei com o que faço no blog do movimento. Um trabalho de não deixar “cair a peteca”, através do meu propósito de divulgar, trocar informações, nos mais diversos assuntos ligados ao tema “adoção”. Sempre buscando interagir com pessoas que impulsionam a “causa animal”. Exatamente como aconteceu com as “Ecomeninas” preocupadas com o ecossistema e conseqüentemente, a saúde do planeta.
As Ecomeninas são um coletivo formado por cinco especialistas em Direito Ambiental que resolveram também criar um blog dentro da proposta ambiental, que abrangesse vários assuntos, tais como: legislação, educação ambiental e notícias diversas sobre meio ambiente.
O mais interessante é que o coletivo Ecomeninas abre um leque de debates importantes para os questionamentos que dizem respeito ao nosso bem estar ambiental e qualidade de vida. Será a sociedade a grande culpada? Como devemos fazer para preservar o que ainda nos resta? As respostas estão lá, esperando por sua visita no blog Econexos por Ecomeninas.
Depois dessa entrevista você saberá melhor como ajudar a Terra, pelas suas atitudes e seus comportamentos perante o meio ambiente. Esteja certo: elas acrescentarão importantes informações e conhecimentos, para sua convivência com e no planeta. Confira e comprove!
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A princípio as Ecomeninas são cinco amigas que se conheceram em um curso de especialização em Direito Ambiental e formaram um coletivo. Como tinham muitos interesses em comum, começaram a se encontrar fora das aulas para trocar idéias, sempre tendo como tema central o interesse pela ciência ambiental e a vontade de divulgar o que sabem, levando um pouco de consciência ambiental para as pessoas.
Então criaram o blog Econexos por Ecomeninas e ele se tornou um canal de comunicação virtual, para um público que busca informações sobre o assunto. E de fato, através do blog, foi possível entrar em contato com diversas pessoas interessadas em conhecer, divulgar, discutir ações ambientais, que passaram a utilizar o blog como fonte de pesquisa.
O objetivo das Ecomeninas é ampliar a sua atuação, atuando na área de consultoria jurídico-ambiental, de educação, bem como nos processos públicos decisórios, entre outros. Para tanto, as Meninas estão sempre em uma constante busca de interessados na formação de parcerias, na criação de projetos e de idéias interessantes!


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1. O que levou ao surgimento do “Ecomeninas”?
Já nos conhecemos há um bom tempo, algumas da faculdade de Direito e outras da pós graduação em Direito Ambiental. Conversávamos com certa freqüência sobre questões ambientais e sempre sonhávamos com idéias em comum, de constituir uma consultoria jurídico-ambiental, ministrar cursos, promover a educação ambiental, etc. Então o blog surgiu quase como uma brincadeira e foi ficando sério. A idéia era criar um canal de comunicação onde pudéssemos expressar nossos anseios sobre o futuro do meio ambiente, ou melhor, o nosso futuro, além de divulgar iniciativas virtuosas que nos enchiam de orgulho e nos incitavam a acreditar em mudanças de comportamento por parte de todos.
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2. Como funciona o blog de vocês na questão do meio ambiente?
O blog é um canal de comunicação, como já foi dito. Postamos diariamente notícias diversas que permeiam a questão ambiental; recebemos de nossos leitores sugestões de temas para postagens; respondemos a consultas enviadas por estudantes, curiosos e interessados na área; compartilhamos experiências com o público em geral, além de tantas outras coisas... O blog também é uma porta de abertura para apresentação dos nossos serviços que envolvem a elaboração de pareceres, pesquisas, a atividade de consultoria e a realização de cursos. Somos advogadas especialistas em Direito Ambiental, Direito Minerário e Gestão Ambiental, além de uma Mestra em Geografia e estamos aptas a prestar esse tipo de assessoria para quem se interessar.
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3. As Ecomeninas participam da conscientização ambiental, de qual maneira?
Somos 05 (cinco) mulheres que possuem atividades diárias diferentes, mas cada uma contribui para uma vida mais saudável e que interfira de forma menos impactante no meio ambiente, à sua maneira. As ações a que nos referimos são aquelas que vão desde a coleta seletiva até a escolha de uma verdura orgânica que será levada para casa. Acreditamos que um bom exemplo vale mais do que mil palavras! E assim vamos ensinando e aprendendo na convivência diária com a família e amigos.
Além disso, as Ecomeninas possuem um engajamento por meio do blog. Postamos idéias, projetos, agenda de eventos na área ambiental, melhores práticas e dicas de conscientização ambiental e, assim, conseguimos atingir um número maior de pessoas. É interessante o fato de que ao apresentar uma melhor prática, você diretamente contribui para melhores práticas de várias pessoas. Quem tem interesse de verdade na questão ambiental apresenta informações úteis e interessantes, as quais são divulgadas em nosso blog. Por fim, cabe lembrar que as Ecomeninas também atuam profissionalmente como advogadas e consultoras na área de Direito Ambiental, na defesa do meio ambiente e estão firmando parcerias para a realização de eventos e projetos. Para saber sobre isso basta acompanhar o blog! Aguardem!
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4. A questão do planeta será sempre uma pauta constante?
Sem dúvida! Esse é o nosso propósito! Assunto de extrema relevância e que vem ganhando cada vez mais força, a temática ambiental precisa ser discutida constantemente pelos mais diversos grupos sociais como: políticos, economistas, sociedade civil, entidades diversas, ONGs, entre outros. Acreditamos que as pessoas começaram a despertar para os problemas que enfrentamos em razão da devastação ambiental sem precedentes que ocorre desde a revolução industrial e que segue agressiva nos dias de hoje. Iremos mostrar de todas as formas possíveis, e quantas vezes for preciso, a necessidade de mudança de consciência. Isso para que o planeta consiga se manter com condições de vida saudáveis para homens e animais.
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5. Como poderemos contribuir para que essa pauta saia da ordem do dia?
Somente se cada um fizer a sua parte! Não podemos esperar dos governantes uma mudança efetiva e que obrigue todos a mudarem de comportamento; até porque o governo anda nos trilhos do capitalismo ainda “selvagem”, que visa o lucro a qualquer preço. Ainda estamos longe de mudar de pauta, mas é com as pequenas atitudes de cada pessoa, atitudes que parecem invisíveis na imensidão de pessoas em uma grande cidade como Brasília, Salvador ou Belo Horizonte, que faremos a diferença. Através da perseverança - enquanto nosso valor - e da crença de cuidar da natureza, vamos encontrando vários pares, grupos e cidades que estão trabalhando silenciosamente e amorosamente em prol do meio ambiente, como a gente.
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6. O planeta ainda tem jeito? Somos todos culpados? Qual a nossa maior culpa?
Depende se encaramos o mundo de forma otimista ou pessimista. Para nós, o planeta tem jeito sim, mas é a longo prazo e nós somos todos culpados.
Ou será que a pergunta deveria ser: O homem ainda tem jeito? O homem tem jeito sim e a natureza é forte o suficiente para se refazer, mas o homem insiste com sua “cegueira” e não consegue ainda perceber que existem limites e alternativas para o crescimento e desenvolvimento econômico, poupando a natureza e a si mesmo. A culpa existe a partir do momento que percebemos que estamos errados e persistimos no erro. Muitas pessoas ainda hoje são surpreendidas com informações básicas sobre a situação do planeta e outras já têm ciência, mas não se julgam responsáveis. Não dá para esperar que o vizinho separe o lixo, que todo o prédio separe o lixo, ou que o caminhão de coleta seletiva passe na sua porta. Separe seu lixo, leve até um ponto de coleta e pronto.
Nós já estamos sendo punidos e seremos ainda mais caso não haja uma conscientização em massa e agora. A maior culpa que todos temos é a inércia. É não fazer nada para mudar, não nos preocupar e principalmente não procurar mudar nossos hábitos.
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7. Manifestações em diversas frentes funcionam? De que forma elas ajudam?
Claro! Manifestações pacíficas, coordenadas, organizadas e apolíticas, com objetivos definidos e verdadeiros constituem uma ótima forma de ganhar espaço na sociedade, de demonstrar a indignação e a necessidade de mudanças. São uma excelente forma de se conseguir mais seguidores e de se atingir as pessoas dispostas a mudarem de atitude.
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8. A conscientização das pessoas em relação à vida do planeta vem mudando? Qual o sinal dessa mudança?
Entendemos que sim. A questão ambiental foi discutida internacionalmente pela primeira vez em 1972, em Estocolmo, com o foco principal nos problemas que emergiam pelas práticas humanas insustentáveis. Então, é uma discussão muito recente, apesar de os danos serem imensos e devastadores. Depois disso vieram diversos tratados internacionais em prol do meio ambiente e dentro de cada país os sistemas normativos foram se adaptando à necessidade de regulamentar a utilização dos recursos naturais.
Talvez as mudanças estejam ocorrendo muito devagar, mas pode-se ver isso através do grande número de projetos ambientais adotados por empresas, pelo aumento da quantidade de leis ambientais sancionadas, pelo crescimento de ONGs e instituições diversas, pela questão de a sustentabilidade ser hoje uma palavra tão comentada. Entendemos que ainda falta dar o contorno correto, que falta agir muitas vezes com mais empenho. Não dá para negar também que a questão ambiental está muito ligada à questão política. Talvez seja necessário um pouco menos de demagogia e de mais ação. Mas está claro que as coisas estão mudando.
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9. Onde estamos no contexto mundial? A Amazônia, a que ponto nos prejudica?
A Amazônia não nos prejudica! Muito pelo contrário. Fomos agraciados por uma floresta riquíssima e que é essencial na regulação do clima do planeta. Estamos falando de uma floresta com a maior biodiversidade do mundo e potencial de desenvolvimento econômico sem precedentes - isso se mantermos a floresta em pé! Mas os nossos governantes ainda não perceberam essa riqueza e acreditam que somente desmatando podem gerar renda. Um bom exemplo para implementação de mudanças consideráveis de proteção ao meio ambiente tem a ver com florestas e é chamado de REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal. Esse termo surgiu em 2007 durante a 13ª reunião de países da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia, quando pela primeira vez o papel das florestas foi oficialmente reconhecido como fundamental para os esforços no combate aos efeitos das mudanças climáticas globais. A idéia é criar valores econômicos para a floresta em pé ou para o desmatamento evitado. Como outros mercados, um poluidor poderá compensar suas emissões comprando créditos de quem ainda tem o que conservar. Por outro lado, se um dono de floresta mantiver sua mata em pé será compensado financeiramente. Existem alguns estudos que demonstram que esse mecanismo gera mais lucro do que plantações de soja ou a criação de gado. Alternativas existem, o que falta é uma política ambiental efetiva.
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10. Fale um pouco do “Econexos”. Seria um fórum de debates das questões ambientais?
Na verdade Econexos é o título que demos para o blog das Ecomeninas. O nosso blog realmente funciona como um fórum de debates; discussões; apresentações de novas idéias; espaço para críticas, elogios, sugestões e o que mais for interessante e pertinente à temática ambiental, para que seja possível construirmos conexões, parcerias e projetos dentro desta área.
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11. Devemos acreditar que no Brasil a política ambiental está fazendo o seu trabalho ou deixa a desejar? Por quê?
Deixa a desejar. Podemos dizer que no Brasil a política ambiental praticamente não existe. Existe a política da agricultura e pecuária, a política da saúde, a política da educação e assim por diante. Ninguém percebeu ainda que todos precisam trabalhar juntos, pois o meio ambiente permeia todas estas e outras áreas. A política ambiental está isolada no contexto político e muito pouco vem sendo feito.
Além disso, é feito muito merchandising em torno da questão ambiental, são muitos os interesses políticos envolvidos, são na verdade jogos de interesses. Alguns até resultam em coisas positivas, mas outros apenas mascaram as verdadeiras intenções dos governantes e a causa ambiental quase sempre sai perdendo, em comparação com outras áreas.
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12. Estamos num período de eleição, existe um forte partido voltado para o Verde, que tem como proposta avivar nossas esperanças de um meio ambiente melhor, por ser um partido voltado às questões ambientais. Você acha que isto é possível?
Vindo de um único partido, isoladamente, não. É necessária uma aliança política mais forte. Não adianta um partido apenas estar voltado para a causa ambiental, sendo que outros sequer a consideram em sua plataforma de governo.
Importante frisar que o corpo ministerial é composto de pelo menos 05 (cinco) partidos políticos e que se todos não estiverem envolvidos com a questão, é bem difícil aprovar ações concretas significativas na área ambiental.
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13. O que deve fazer o novo governo para mudar a situação de o Brasil ser um dos maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo devido ao nosso desmatamento?
O mecanismo REDD, conforme exposto no item 9 acima, é uma resposta à esta pergunta. O Brasil engrossa a lista de países que mais emitem gases poluentes em razão do uso da terra, considerando-se o desmatamento para fins de agricultura e pecuária. O governo deve e pode explorar de forma sustentável a floresta, utilizando recursos de manejo florestal, o conhecimento das populações tradicionais. Quando se cria oportunidades de desenvolvimento para a população amazônica, o índice de desmatamentos ilegais, aqueles que são feitos em pequena escala para venda da madeira, por exemplo, é reduzido. Além disso, é necessário investir na estrutura física e de pessoal dos órgãos ambientais. A dificuldade em fiscalizar é justificada pela enorme extensão da floresta e pela falta de agentes. A tecnologia à disposição permite identificar focos de desmatamento, então o governo deveria investir em melhores vencimentos para os fiscais dos órgãos ambientais, além de realizar seleções ou concursos para incrementar a segurança na Amazônia, bem como em todas as áreas verdes que sofrem com o avanço do desmatamento.
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14. O Ministério do Meio Ambiente tem falhas? Quais são elas? Tem como corrigi-las?
Acreditamos que a grande questão não seria as falhas do Ministério do Meio Ambiente, mas as falhas da política pública brasileira, como um todo. Existem incoerências na estrutura institucional do Ministério do Meio Ambiente, mas eminentemente o grande problema é que as decisões ambientais no país são eminentemente políticas, tomadas de “cima pra baixo”. O órgão ambiental responsável pode fazer o seu trabalho de forma correta e bem fundamentada sendo contrário, por exemplo, a construção de uma pequena central hidrelétrica, mas a obra é feita mesmo assim, passando por cima de pareceres técnicos. O licenciamento ambiental normalmente é feito, sabemos das dificuldades e da atuação constante de movimentos sociais e ONGs na observância de todo o procedimento legal exigido, mas ainda assim acabamos derrotados por interesses políticos preponderantes.
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15. Em matéria de projetos ambientais o Brasil está bem servido?
Idéias boas não faltam, mas ainda existem muitas barreiras para implementação de projetos como: a falta de incentivos financeiros e fiscais, falta de apoio do governo, descrédito com relação à proteção ambiental, que muitas vezes é percebida como um entrave ao desenvolvimento, só pra citar alguns possíveis entraves. Contudo, ainda assim há muitos bons exemplos surgindo.
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16. Somos um país sem memória e também sem consciência. Qual o melhor caminho para tornar um povo mais consciente na preservação da natureza?
Educação! Fazemos parte de uma parcela pequena da população brasileira que tem acesso a boas escolas, faculdades, especializações, etc. Isso facilita o acesso à informação e também acabamos entendendo melhor as implicações de nossas ações no mundo. Mas isso não é suficiente, pois o cuidado com a natureza é algo que vemos em uma casinha simples de uma família que não recebeu nenhum tipo de educação formal. Então, pode-se dizer que é algo que se aprende a qualquer momento, em qualquer lugar, basta querer!
Outro ponto a ser destacado na busca de um povo que preserve o meio ambiente é que lhes sejam dadas condições mais dignas de vida. Como falar em preservação do meio ambiente para alguém que vive em condições insalubres nas periferias de nossas cidades? É complicado. Meio ambiente está ligado à saúde, educação, condições de vida digna, qualidade de vida, e assim por diante.
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17. Porque tanta gente peca ao produzir um absurdo de lixo ambiental? O nome desse pecado seria a nossa falta de educação?
Infelizmente, nós não fomos educados para isso. Muito pelo contrário, recebemos estímulos constantes que nos levem a consumir e a consumir, cada vez mais. A produção de lixo é um grande problema. Estamos assistindo a discussão no Congresso Nacional da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Não dá mais para continuar sem uma política que crie obrigações para os governos locais e estaduais, não dá mais para conviver com lixões. Por outro lado, vemos inúmeras iniciativas de pessoas que fazem a separação do lixo a ser reciclado e entregam nos pontos de coletas de associações de catadores que se espalham por todo o Brasil. O potencial econômico da reciclagem é imenso, além de ser uma importante fonte de geração de renda para muitas famílias.
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18. Em relação à educação ambiental, é certo dizer que ela também precisa de um PAC – Programa de Aceleração do Crescimento?
Poderíamos dizer que esse programa já existe! A Política Nacional de Educação Ambiental foi instituída por meio da Lei Federal 9.795, de 27 de abril de 1999. A referida lei define a educação ambiental como os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. A Lei prevê também a existência da educação formal e informal. Formal seria a existente dentro das instituições regulares de ensino (escolas, faculdades, universidades, etc), no entanto não deve ser implementada uma disciplina isolada de educação ambiental, pois deveria permear todas as outras disciplinas. A educação ambiental informal é a que vemos ser feita por organizações sociais, ONGs, governo. São todas as iniciativas que busquem trazer para o cotidiano das pessoas o universo da preservação do meio ambiente. O blog Econexos por Ecomeninas constitui um exemplo deste tipo de iniciativas informais de educação ambiental. Mas ainda há muito a ser feito.
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19. Falando em PAC, por onde ele começaria?
Com certeza este PAC de educação ambiental começaria com as crianças, por duas grandes razões. Em primeiro lugar, porque elas constituem o futuro do nosso mundo e desde já precisam ser educadas para viverem de forma mais harmônica com o meio ambiente, respeitando-o. Além disso, elas são fundamentais no processo de difusão de conhecimento e de procedimentos ecologicamente corretos e agem cobrando dos adultos uma postura adequada com relação à proteção do meio ambiente.
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20. Como educar uma pessoa que tem o costume de jogar lixo em tudo que é canto?
Somente o próprio indivíduo pode fazer a própria transformação. O que podemos auxiliar é com a sensibilização de qualquer questão. Acreditamos que o argumento ainda é a melhor forma de gerar mudanças! Mostrar as conseqüências do lixo jogado nas ruas seja a sujeira, o trabalho para os garis, o entupimento das galerias pluviais ou bueiros, os alagamentos e enchentes em épocas de chuvas, mortes de muitas pessoas, doenças causadas, etc.
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21. Vocês promovem debates e fóruns de discussão. O pessoal propõe muitas pautas? Quais os temas mais pedidos?
Já recebemos vários e-mails com perguntas e dúvidas sobre assuntos diversos, bem como sugestões de assuntos para pauta e estamos abertas para isso, queremos falar sobre temas que interessem as pessoas e que sejam relevantes. Os assuntos mais recentes foram relativos às normas jurídicas ambientais, como as alterações recentes no Código Florestal e a Lei da Política Nacional de Resíduos, além de questões relacionadas à destinação de lixo eletrônico, lâmpadas fluorescentes, os processos de reciclagem disponíveis e o contato dos locais que realizam esses serviços. Também são bastante comuns alguns pedidos de informações sobre termos técnicos (TI Verde, etc), assuntos relativos à Educação Ambiental e a indicação de livros, de cursos de direito ambiental, entre outros.
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22. O número crescente de animais na rua é uma conseqüência desse problema ambiental ou não necessariamente?
Acreditamos que não necessariamente, o número crescente de animais na rua tem sido gerado por uma série de razões como os altos custos de manutenção da saúde e higiene dos animais domésticos; aliados à falta de espaço nas residências; à falta de tempo suficiente para dedicar à criação de pets; além da própria falta de responsabilidade das pessoas que simplesmente se “cansam” de seus animais, abandonando-os na rua, sem qualquer tipo de cuidado. Isso tudo é um reflexo da superficialidade das relações sociais que é tão característico do nosso tempo. O que é lastimável!
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23. Se as pessoas seguissem os conselhos alheios o do Ecomeninas seria...
Para nós, a história do "Beija-Flor e o Incêndio" é bastante ilustrativa e inspiradora. Diversas são as versões desta fábula, sendo que alguns a atribuem a comunidades indígenas, enquanto outros defendem que se trata de uma lenda japonesa. Enfim, o importante é a mensagem transmitida.
Houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: "Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?" E o beija-flor respondeu: "Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte".
Somos muito adeptas da idéia: cada uma fazendo a sua parte! Não fique exigindo ou esperando mudanças dos outros ou do governo. Um exemplo vale mais do que qualquer coisa. As atitudes silenciosas influenciam a mudança de multidões.
Se cada um fizer a sua parte, juntos podemos fazer muito! Isso é possível aplicar ao nosso dia a dia, às nossas relações cotidianas... Temos é que ter coragem para fazer um pouquinho de cada vez e sempre! Agir em casa, no trabalho, na escola, na faculdade, na família, no bairro, na Igreja e onde mais for possível... Ficar atento, se informar, discutir, questionar e levar adiante iniciativas que visem à melhoria da qualidade de vida em todos os seus aspectos, inclusive ambiental e social.
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REPORTAGEM E ENTREVISTA COM A "MÃE CÃO, MÃE GATO"

Minhas idas e vindas na internet têm causado grandes surpresas e a última foi ter encontrado um blog de um nome muito sugestivo: O Mãe Cão Mãe Gato que soa como mãezona para esse queridos peludos, que tão um trabalho danado como qualquer outro filho (independente da idade) a seus pais.
Então me deixei levar pela coceira da curiosidade e convidei para uma entrevista a Mãe Cão Mão Gato aqui no nosso blog. A Nati teve uma calorosa receptividade e topou na hora “matar” um curioso respondendo nossas perguntas. Vejamos:
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Há um ano, Natalia Domingues, uma gaúcha de Porto Alegre, vem escrevendo em seu blog suas experiências de vida com cães gatos e outros animais. São histórias de suas vivências, dicas e posts sobre adoção.
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O maecaomaegato.blogspot.com, surgiu para transformar seu gosto pela escrita na tentativa de trocar idéias com pessoas que tem seu mesmo amor: os animais.
Apreciado e seguido por pessoas de diversos lugares do Brasil e de Portugal, o Mãe Cão, Mãe Gato é um blog descontraído, que na simplicidade busca ajudar aqueles que nos proporcionam o amor incondicional e muitas alegrias.
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............................................................Nati e seu filhote, canino é claro!
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1. De onde veio a ideia do nome “Mãe cão mãe gato”?
Sempre fui criada com muitos bichos. E desde pequena, uma cultura antiga já em minha família adotou animais de rua ou aqueles que “já não agradavam” mais seus donos acabavam por serem deixados lá em casa. Por isto, todos os animais que até hoje passaram por meus cuidados, sempre os chamei de filho e aquela clássica expressão “vem com a mãe”... Foi daí que veio a idéia de criar um blog que eu pudesse contar as histórias dos meus animais, e uma maneira de conscientizar as pessoas trazendo novidades, dicas e as vivências do dia a dia. Mãe Cão, Mãe gato expressa uma forma de ser mãe!
2. O nome Mãe cão mãe gato revela que você parece ser uma mãezona, é verdade? Bate no coração um sentimento materno pelos cães e gatos ou por qualquer animal?
Ainda não tive a experiência de ser mãe. Mas quem é, diz que o coração é todo para o filho. E isto eu tenho... A forte emoção de estar com meus filhos cães e gatos, de contar as horas para chegar em casa e estar com eles. É um sentimento que nutre um amor inexplicável. Amo muito os animais!
3. Qual a diferença de comportamento entre um cão e o gato? O cão é fiel, mas não é tão amoroso e o gato é chegado a um carinho, porém não é muito apegado, é isso mesmo?
Os dois são muito amorosos. Apenas expressam de maneira diferente. A experiência que tenho com cães e com gatos, mostrou sempre um grande amor nas duas espécies. Inclusive entre eles aqui em casa o relacionamento é super harmonioso. Acho que o amor é muito bem dividido e eles retribuem com casa ronrom e cada lambida...
4. A Mãe cão mãe gato é voltada somente para cães e gatos?
O blog é direcionado aos animais. Até porque já tive outras espécies pelo qual cuidei adotando provisoriamente minha casa para tirar das ruas, como uma macaca sagüi e uma cabrita. Todos retirados da rua ou dos donos por maus tratos.
5. Vocês trocam muitas informações com pessoas, donas de cães e gatos ou não necessariamente?
Muito! Trocamos muitas experiências e até solidariedade quando um filho ou outro acaba morrendo. O blog é uma forma de trocar pensamentos através da escrita.
6. O brasileiro tem um gosto especial para cães e gatos?
O Brasileiro é muito afetuoso por natureza. Com certeza deve ser o povo que mais luta pelas causas animais.
7. Os cães e os gatos precisam de pessoas que sejam uma “mãe cão mãe gato”?
Precisam e muito! Felizmente conheço muitas pessoas do bem que adotaram a causa animal como sua tarefa no mundo. As pessoas mal podem imaginar que adotar provisoriamente um animal, tratá-lo e doá-lo para alguém que realmente goste já é uma grande atitude! Só ficam culpando o poder público... Isto não adianta nada! Se tivermos uma causa e sabemos que ela nos toca temos que arregaçar as mangas e ir à luta.
8. Você conhece alguém que gosta mais de um cão do que de um gato ou vice-versa?
Conheço. Mas são pessoas que não tiveram a oportunidade de ter os dois juntos. É uma experiência incrível!
9. Quem é melhor companhia, um cão ou um gato? Existem diferenças, quais?
Os dois são excelentes companheiros. Quando estamos tristes, quando estamos felizes eles estão sempre junto conosco. Vibram em nossa sintonia. E acredite: eles sentem e entende tudo, tudo mesmo.
10. A discussão é infinita quando se trata de cão e gato? Existem torcidas organizadas?
Através do mundo dos blogs percebo que existem pessoas mais afeiçoadas a gatos e outras mais a cachorro, mas acho que isto não significa nada. Quando a pessoa gosta de animais o amor bate sempre mais forte. Percebo que o simples fato de gostar de animais em geral faz as pessoas serem solidárias e buscar o bem estar, independente da espécie ou da raça. O Amor sempre vence!
11. Por que há tantos cães e gatos abandonados na rua? A culpa é da sociedade que é insensível a esse problema ou se trata de não termos uma política pública eficiente voltada para essa situação?
Infelizmente a política governamental influencia bastante nas questões de proteção animal. Percebo que os políticos tratam esta causa com menos prioridade. Porém a solidariedade é muito grande. Vemos hoje o crescimento das Ongs e da conscientização das pessoas para a adoção dos bichos de rua. Felizmente temos a internet e os meios de comunicação a nosso favor o que nos ajuda a trabalhar cada vez mais nas pessoas a solidariedade com os animais.
12. Os cães e os gatos são os que mais sofrem, por quê?
Devido à superpopulação de animais jogados nas ruas, os cães e gatos com certeza são os que mais sofrem. Tudo isto em função de que se reproduzem com muita facilidade. A castração resolve isto, e temos isto a baixo custo. Se cada pessoa pudesse pagar a castração de um cão e de um gato de rua, já resolveríamos boa parte deste problema.
13. Vocês da Mãe cão mãe gato concorda que não temos nenhuma solução imediata para o problema crônico dos animais de rua. E se temos, qual seria?
Não consigo enxergar soluções imediatas. Mas sou grande defensora do lar provisório e da castração. Quantos animais tirei da rua, solicitei castração e doei para alguém que cuida bem até hoje? Fica aí uma reflexão de uma simples atitude que pode mudar muita coisa...
14. Podemos dizer que o Brasil pode ser considerado um país que não cuida e não trata dos seus animais? Como vocês lidam com essa triste realidade?
Infelizmente vivemos em um país que não consegue cuidar bem nem de seu povo. Só que temos que pensar que cada um vem a terra com uma missão. E se nos identificarmos com a missão de cuidarmos dos animais, assim como existem pessoas que se solidarizam com pessoas, temos que lutar e lutar. Não podemos deixar para depois aquilo que podemos fazer agora. E os animais precisam de nós.
15. As ONGS da causa dos animais abandonadas faz da educação uma maneira de termos consciência sobre esse problema. Ou seja, será ela a responsável da nossa mudança de atitude. A Mãe cão mãe gato o que tem a dizer sobre o assunto?
Os Ongs ajudam e muito, pois além de acolher os animais conscientizam as pessoas de quanto é importante a adoção e mais do que isto, a posse responsável.
16. A educação serve como uma ferramenta aliada à questão dos animais de rua de que forma?
A educação vem de berço, como já dizia antigo ditado. Já tive experiência com pessoas que não gostavam de animais, mas como exigir isto delas se ao menos tiveram um contato com um bichinho? Educar para a causa animal é primeiramente gostar, se identificar com este problema. Tem que ter fibra, colocar a mão na massa e não se render quando um simples obstáculo aparece.
17. Recentemente a Rede Globo fez uma retratação sobre uma reportagem do programa “Boa dia Brasil” que tratava a eutanásia como uma das soluções (usadas com freqüência nas grades cidades) para tantos animais abandonados na rua, ou seja, matar um bicho virou controle populacional animal. Não existe um equivoco nesse controle? Qual seria a solução sem sacrificá-los?
Esta seria uma solução imediata para combater a superpopulação de cães e gatos. Porém acho uma solução triste e sem escrúpulos. Animais são seres vivos, que tem sentimentos, assim como nós.
18. O movimento de proteção animal tem de atingir em todos os campos, inclusive na internet, um meio altamente democrático. A união ainda faz a força? Como devemos fazer para que essa mobilização tenha sempre força em prol dos animais?
Acho que devagarzinho nosso movimento “do bem” está atingindo todos os meios de comunicação. Sem dúvida a internet é o meio mais democrático e com eles estamos conquistando grandes vitórias, principalmente em relação às adoções.
19. Vemos na internet um grupo cada vez maior voltado à causa dos animais. Qual a razão dessa crescente realidade?
Acho que num mundo moderno, onde as pessoas estão cada vez mais tristes, estressadas e infelizes, as pessoas descobrem o verdadeiro e incondicional amor que os animais nos oferecem e acabam descobrindo a grande vontade de lutar por eles, de abraçá-los de verdade. Acho que vem daí o grande crescimento de pessoas envolvidas com a causa animal.
20. Sabendo da dificuldade que passa todos os grupos que defendem os animais. Qual é a sua maior dificuldade e como podemos ajudá-la?
Eu não tenho uma ONG, mas procuro ajudar voluntariamente a várias. Acho que a maior dificuldade é a conscientizarão sobre o controle de animais de rua, através da castração.
21. O trabalho de adoção de animais é cansativo? Quem adota leva um animal tratado e quais são os tratamentos aplicados?
Este trabalho jamais é cansativo, pelo contrário ele é compensador. Todas as ONGS que freqüento trabalham com a Posse responsável, onde o animal só é doado mediante a alguns fatores, como a assinatura de um termo e apresentação do comprovante de residência. Geralmente quem adota se responsabiliza pela castração do animal, por suas vacinas e medicações. Em alguns casos, como os que citei daqui de casa, onde fiz de meu lar um lar provisório, o animal já é doado castrado e com todas as medicações em dia.
22. Quem é mais adotado: um cão ou um gato e qual é o percentual?
Desconheço os percentuais, mas pelas minhas “andanças”, vejo que as pessoas procuram mais o cachorro. Acredito que estes índices têm mudado bastante, já que gatos e cachorros têm suas particularidades e vai muito do que o adotante está procurando no momento.
23. Fale-me do seu trabalho voluntário? Tem muita participação voluntária?
Ajudo as ONGS, em feiras, eventos e na divulgação de campanhas de castração, adoção e doação de comida. Mas tenho mesmo é cedido o meu lar como provisório, para tratar de animais e doá-los posteriormente.
24. A Mãe cão mãe gato conseguiria viver sem seus cães e gatos? Ou melhor, o mundo sem cães e gatos seria... UM MUNDO TRISTE!

REPORTAGEM E ENTREVISTA COM A VET ARQUIVOS




Na procura de conteúdo para por no blog, eu encontrei outro blog de informação animal destinado a medicina veterinária. A intenção dele é dar ao médico veterinário um suporte em relação ao um banco de dados composto de bibliografias, que sirvam de subsídios em diversos temas relacionados à saúde dos animais.
É interessante observar que o blog VET ARQUIVO – Biblioteca de Medicina Veterinária é uma ferramenta de muita utilidade para quem faz pesquisa, vai à busca de informação e principalmente procura acompanhar de perto a evolução, sempre presente, também no campo da medicina veterinária.
Por achar uma boa novidade da internet foi que resolvi saber maiores detalhes, de como funciona essa serviço de suporte para o internauta-médico ao fazer uso da Vet Arquivo e sua biblioteca virtual.
A entrevista de hoje é com Jorge Felipe Hardt, criador e único tutor dessa louvável idéia, que muito auxilia e contribui para informação médica-veterinária. Vamos a Ela:

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Jorge Felipe Hardt
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1. Como surgiu a Vet Arquivo? Você tem alguma ligação com a medicina veterinária?
Surgiu de uma vontade de ter um blog, independentemente do propósito dele, então aliei a vontade de ter um a utilidade, observei vários tipos de blogs e decidi criar um com intuito de ajudar ou simplesmente facilitar a vida dos estudantes de medicina veterinária já que eu também sou um.
2. O que levou a criação do blog? Alguma carência de informação nessa área na internet?
Bom, na verdade já existiam alguns outros blogs com mesmo propósito, mas notei em alguns uma seletividade baixa de material, procurei fazer a diferença deixando o blog com uma aparência bacana e comunicativa e é claro com um conteúdo seleto e diversificado com publicações preferencialmente em português.
3. Fale um pouco de você e como é o seu trabalho solitário à frente da Vet Arquivo. Qual o motivo dessa postura solitária?
Eu sempre gostei da internet e a maneira como posso usá-la para fazer alguma coisa construtiva, atualizo o blog sozinho, mas em breve pretendo chamar alguém para ajudar selecionando e acrescentando conteúdo.
4. Você acha que esse tipo de biblioteca de medicina veterinária estava faltando no mundo virtual?
Sim, estava faltando, mas já existem vários blogs que funcionam como uma biblioteca virtual. Já encontrei de medicina, engenharia, etc. Na internet hoje em dia o que procuramos achamos.
5. Qual a contribuição da Vet Arquivo para os médicos veterinários?
Eu acredito que contribua na facilidade de achar matérias em português, alguns arquivos são exclusivos.
6. Existem serviços semelhantes ou a Vet Arquivo é a única a oferecer tais serviços?
Sim, existem vários, já entrei em contato com alguns para formar parceria, assim aumentaríamos o acervo ao invés de ficar um copiando um do outro, mas os principais que achei são internacionais como ‘’La biblioteca de Maverick’’, ‘’BMZ’’, e obviamente o material disponibilizado por eles é de outras línguas, espanhol e inglês principalmente. Os dois que citei têm um acervo enorme de materiais na área de medicina veterinária, o Vet Arquivos pretende ser como eles, mas com material em português.
7. Explique para a gente como funciona a procura de informação no blog Vet Arquivo?
No blog tem a ferramenta de busca por palavras chaves que ainda estou aperfeiçoando, mas tem o menu de categorias, até hoje não tive problema com o mecanismo de busca pelos leitores, raras vezes recebi e-mail de pessoas pedindo determinado material, mas infelizmente eu não possuía ainda.
8. Quais as seções de procura? Você diria que é uma das mais completas, ou seja, o internauta é bem assistido na sua busca?
São várias as seções, eu não diria a mais completa, diria um pouco mais organizada que algumas, mas ainda precisa melhorar, diante aos elogios acredito que o internauta é bem assistido nas buscas.
9. Recebe muito acesso de estudante de medicina veterinária e médicos, ou a visitação ao blog não se resume somente a área médica?
Creio que 90% dos acessos são de pessoas da área, o restante são pessoas que querem descobrir alguma coisa sobre saúde animal, curiosidades e baixar alguns papéis de parede, etc.
10. Se tratando de um blog de consulta médica animal, o público deixa muitos comentários sobre o serviço prestado?
Sim, como eu disse anteriormente o blog tem uma interface comunicativa, tem um widget para deixar mensagens e também um formulário para contato que abre na pagina atual sem carregamento paralelo, isso facilita na hora de comentar, recebo vários comentários por essas portas.
11. De quantas bibliografias possui o seu acervo? Como é feita seu banco de dados? É você só que busca ou tem alguma ajuda?
O Blog já possui mais de 300 postagens, dentre estas cerca de 250 são publicações que variam de revisões bibliográficas, artigos científicos, alguns livros, alguns capítulos de livros, relato de casos, aulas, apostilas, etc. O banco de dados é a partir do google docs, mas alguns arquivos antigos estão hospedados em outros sites como o scribd, 4shared, mas já faz algum tempo que só hospedo arquivos no google docs. Parte do conteúdo eu consigo com colegas, professores, mas a maior parte eu mesmo pesquiso e vejo se é relevante para o blog, matérias incompletos deixam o internauta frustrado.
12. Qual o animal mais consultado pelo público nos arquivos?
Cães.
13. Em matéria de parcerias a Vet Arquivo ainda necessita de um contato mais próximo?
Tudo que ajude a divulgar ainda mais o blog é bem vindo.
14. Onde está sua maior dificuldade em gerenciar este serviço de grande utilidade pública?
Encontrar material em português.
15. Quem é Jorge Felipe para Vet Arquivo?
Criador e administrador.
16. Pelo crescente número de abandono de animais na rua de todo Brasil e a falta de uma política pública para o caso, qual sua opinião?
Eu acredito na bondade das pessoas que querem fazer o bem para esses animais abandonados, não adianta esperar por uma ajuda política pública, fazer o bem não é sentar-se numa poltrona confortável, ganhar um salário de rei e se preocupar com as próximas eleições, tanto é que quem ajuda parte de próprio punho.
17. De que forma o Vet Arquivos pode ajudar nessa causa de abandono de animais?
Creio que divulgando campanhas de adoção e concientização.
18. Como você vê o trabalho das casas de adoção de animais?
Sem dúvida são anjos, enfrentam dificuldades, a vontade de cada um que faz tal ato equivale a vontade de 1000 pessoas.
19. A Vet Arquivo pode dizer que O Movimento Vamos Adotar um Cão está fazendo a sua parte no processo de tirar os animais de rua? De que maneira acontece essa contribuição?
Sim, o movimento faz a sua parte com campanhas de adoção, denunciando mal tratos aos animais, sensibilizando as pessoas, gerando atitudes humanas com relação ao bem estar dos animais.
20. Suas últimas palavras...
Gostaria de agradecer a oportunidade dessa entrevista, me senti honrado em responder as perguntas, é muito bom ver que as pessoas gostam do que faço, espero melhorar cada vez mais e conto com o apoio de todos para fazer crescer o acervo de arquivos. Muito obrigado.

REPORTAGEM E ENTREVISTA COM UPAS União de Proteção Animais de Salvador


VERDADEIRA SITUAÇÃO DA UPAS
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Aqui os animais são bem tratados,
apesar de todas as dificuldades para manter
o projeto de encontrar pessoas dispostas a adotar e dar
a eles um lar.
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Para quem pensa que as casas de adoção de animais não passam por nenhuma dificuldade ou recebe alguma ajuda do governo numa ação social, está cometendo um grandíssimo engano!
Na verdade, a adoção de animais de rua é um trabalho que conta muito mais com o humanitarismo e solidariedade de cada um de nós, do que necessariamente uma questão meramente de promoção social, onde encontramos pessoas que se dizem partidária ou ativista de uma causa que diz respeito ao nosso bem estar, como a questão da emissão de carbono na atmosfera que é a preocupação recorrente no mundo atual, mas, na verdade não possui esse espírito coletivo.
A UPAS uma das maiores representantes aqui na Bahia, nesse assunto de zelar pelos os animais, principalmente os de rua, que são abandonados e largados a própria sorte. Mostra como se labuta para manter o projeto de tirá-los da rua e arranjar pessoas que sensibilizadas pela causa, devolva a eles, carinhos, amor e o que é mais importante: Um lar.
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DOAÇÕES E VOLUNTÁRIOS: Pela reportagem da UPAS feita pelo movimento, podemos comprovar que a realidade das casas de adoção de animais é crua, dura e dolorosa. Na Upas que vive praticamente de doações e voluntários, nos informou que em relação a doação, são as poucas pessoas que contribuem com verba, na faixa de 10 colaboradores e na parte voluntária, também pouquíssima voluntários. Normalmente os voluntários ajudam nas feiras de adoção e se encontram na faixa de 10 pessoas mais ou menos.
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REALIDADE DOS ANIMAIS DE RUAS (em que situação é encontrada):
Como Salvador não tem um canil publico, ou uma política de recolhimento e adoção, os animais são encontrados muitas vezes nos piores estados, sofrendo violência, atropelo, maus tratos dos mais diversos. Os protetores, bem como as ONGs não possuem verba nem espaço físico para recolher e abrigar a todos os casos de violência e abandono que existe na cidade. O que pregando é que precisa haver urgente uma política publica semelhante a da cidade de são Paulo e Curitiba, trabalhando com educação da população,
Sensibilização para casos de mau tratos e abandono, intensificar as castrações e ter um canil publico, onde os animais seriam reabilitados e postos para adoção. Este trabalho que é dever do estado, esta sendo feito por nos, voluntários na raça e coragem. Outra coisa muito importante é o trabalho da policia em passar a receber denuncias de maus tratos e aplicar a pena realmente. Atualmente os crimes contra animais não são punidos, o que da margem a novos crimes. Deve-se haver uma delegacia especializada, ou encarregada em apurar esse tipo de denuncia.
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ENTREVISTA: A UPAS Nosso “Papo de Ventilador” deste mês é com a UPAS.
Através de uma conhecida (Ruth Nunes) tomei conhecimento da atuação da UPAS e de suas representantes Ivana Ribeiro e Aglaia Brandão que estão a frente desta associação, desenvolvendo a ressocialização dos animais encontrados na rua. Animais estes, totalmente carentes de um olhar de carinho e um calor humano que possa transformar suas “vidas de mendigos” na bela cidade da Bahia.
A fim de mostrar ao público o que acontece no dia-a-dia de uma casa de adoção de animais de rua em Salvador, é que o movimento Vamos Adotar um Cão fez essa entrevista, para saber das suas dificuldades de auto-gerenciamento, seu trabalho feito dentro da filantropia e como fazem para acontecer a adoção voluntária na vida desses animais.
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1. Defina Aglaia/Ivana para UPAS
Ivana é a diretora presidente da Upas e a Aglaia a Diretora Administrativa. Na verdade os cargos são uma formalização, pois como equipe, trabalhamos tomando decisões em conjunto.
2. Como surgiu a Upas?
Nós já estamos ha pelo menos 6 anos envolvidas com a causa animal, e em 2009 surgiu a necessidade de aumentarmos o alcance da nossas ações, pois até para realização das feirinhas de adoção precisamos ter uma ONG registrada, dando maior credibilidade ao nosso trabalho. Foi aí que resolvemos a convite de uma antiga protetora, entrar para a UPAS.
3. Fale um pouco do trabalho desenvolvido pela UPAS
Nosso trabalho esta voltado para educação sobre posse responsável e doação de cães e gatos que são abandonados. Estamos focando num trabalho de base, educando proprietários e castrando cães abandonados para tentarmos diminuir a projeção do número de cães e gatos nas ruas.
4. A adoção realizada pela UPAS como acontece?
Todos os cães e gatos que estão nos Lares temporários que a UPAS apóia são anunciados no site da ONG e levados as feiras de adoção. Os Interessados serão entrevistados e sendo aprovados deverão apresentar documentos de identidade e comprovante de residência para que seja preenchido o termo de responsabilidade. Os interessados em adotar, podem adotar nas feirinhas ou entrar em contato pelo site.
5. Qual a contribuição que recebendo quando adotamos um animal de rua?
Eterna gratidão do animal adotado. Temos inúmeros relatos de, principalmente animais adultos quando adotados, os donos recebem amor e carinho de forma muito especial, pois o animal percebe o gesto e tenta retribuir todos os dias. É uma troca muito bonita, so quem adota sabe o quanto o animal é grato.
6. Vocês recebem animais encontrados por outras pessoas ou somente pela UPAS?
Não recebemos nem resgatamos animais. Os cães e gatos doados por nós são oriundos dos lares temporários que apoiamos. Estes cães ficam hospedados nos lares temporários com a estadia sendo paga pelo protetor que o resgatou. Salvo raras exceções quando encontramos animais em situação de risco, eles podem ser resgatados.
7. Os animais da UPAS são tratados? Ou seja, já vai pro dono livres de carrapatos e doenças?
Sim, todos os cães doados por nós são previamente avaliados por um médico veterinário e doados apenas quando saudáveis. São todos vacinados não só contra a raiva, mas contra doenças fatais ao cão ou gato (com a vacina múltipla) e desverminados.
8. Pelo fato dos animais serem de rua, existe preconceito?
Felizmente esta idéia de adotar cães de rua esta crescendo cada vez mais.Em bairros como a Barra, onde o comum era vermos apenas cães de raça passeando com seus donos hoje já se percebe um número grande cães SRDs (sem raça definida) que foram adotados e também freqüentam o mesmo lugar com seus novos donos. Mas existem sim preconceito contra vira-latas ainda.
9. Qual o maior problema que impede a concretização de uma adoção?
Muitas pessoas querem adotar por impulso, sem pensar nas questões financeiras e de espaço físico que pode oferecer ao animal adotado, e de tempo para se dedicar. Estas questões às vezes inviabilizam a doação, pois sempre são avaliadas por nós.
10. Que papel desenvolve a UPAS na adoção de animais?
Recuperamos os animais, dando tratamento veterinário, medicamentos, vacinas, alimentação e o expomos para a adoção.
11. De onde vem os recursos da UPAS para manter o projeto de adoção?
Realizamos bazares, pedimos doações e também colocamos recursos pessoais. Precisamos urgentemente de colaboradores associados, pois as doações que temos atualmente são esporádicas.
12. A UPAS trabalha com voluntariado?
Sim, e estamos precisando aumentar o quadro de voluntários para nos ajudar nos mutirões dos lares e nos eventos.
13. Qual a maior dificuldade encontrada pela UPAS para manter a causa da adoção de animais?
Financeira
14. Existe uma política pública para a questão dos animais abandonados?
Não. Em Salvador não existe nenhuma política publica. A política que se emprega aqui é antiquada e fora dos padrões que a OMS e a sociedade mundial reconhece como a ideal, que é adotar a educação da população para a questão dos maus tratos, e conceder um programa de adoção com posse responsável. O CCZ apenas os vacina contra raiva, sendo que temos diversas doenças como a leshimaniose, a leptospiroses, etc que poderiam ser evitadas se os mesmos fossem vacinados com a vacina múltipla ou de leshimania.
15. As feiras de adoção na UPAS atingem seus objetivos? Quais seriam eles?
Sim, nas feiras de adoção conseguimos doar sempre uma média de 15 animais e desta maneira conseguimos aumentar a rotatividade dos lares temporários e poder ter espaço para acolher e preparar mais animais para adoção. Além de chamar a atenção da sociedade para o problema, pois ao mesmo tempo distribuimos material informativo sobre posse responsável.
16. Quem mais adota na feira?
Cerca de 90% das às adoções são realizadas por famílias, ou casal sem filhos.
17. Qual o total de animais nos lares temporários que a UPAS apóia?
Temos cerca de 140 cães
18. Os cães e gatos encabeçam a lista dos mais encontrados na cidade?
Sim, como uma zona urbana, Salvador possui em sua maioria animais de origem doméstica (cães e gatos)
19. Salvador é uma das cidades que tem muito abandono animal, por quê?
Sim, a nossa cidade não possui nenhuma medida pública que evite esta pratica. Não há projetos de conscientização nem ações em massa para o controle populacional destes cães e gatos que são abandonados.
20. Animais na rua são sinônimos de problema, não?
Sim, cães e gatos nas ruas causam muitos problemas para a cidade. Acidentes, com animais (atropelos), proliferação de zoonoses e procriação indiscriminada...
21. O que fazer para os animais encontrarem mais lares e pessoas dispostas a cuidar deles?
Acredito que como ONG não tem tanto alcance na sociedade quando uma política publica e peso a exemplo da que está sendo feita pelas prefeituras de São Paulo e Curitiba. Acho que quando houver uma política publica seria, praticamente será dado o primeiro passo para garantir o respeito e valorização da vida animal.
22. Por onde começa a mudança desse cenário, tão triste dos animais abandonados pela cidade?
Como expliquei acima, criando uma política publica seria e que atinja todas as classes sociais.
23. As pessoas que quiserem se associar a UPAS deve fazer o que?
Nosso cadastro de associação esta disponível no site http://www.upas.org.br/
Muito obrigada!

REPORTAGEM E ENTREVISTA COM PORTAL TURISMO 4 PATAS


O mercado do turismo animal já movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano, agora oferece passeios e viagens para donos e peludos aproveitarem juntos.
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Navegando pela internet encontrei um serviço interessante. O serviço de turismo de animais, onde a ideia é socializar ainda mais a relação entre o animal e seu dono. Ou seja, fazer uma interação daquilo que se torna essencial a eles, como amizade, cumplicidade e uma boa dose de carinho para viver em perfeita harmonia em qualquer lugar que estejam.

A Turismo 4 Pata com Larissa Rios a frente vem desenvolvendo um trabalho de proporcionar momentos inesquecível com seu animal, oferecendo alternativas de roteiro de viagens em lugares bem legais. Para quem tem amor ao seu bicho de estimação é a oportunidade única de fazê-lo participar, de estar envolvido na sua aventura, estando com um excelente companheiro de viagem.
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UMA SOLUÇÃO ANIMAL - A idéia de criar o Portal surgiu da própria dificuldade de Larissa Rios, fundadora da empresa, de conseguir informações para poder viajar com a sua Golden Retriever, Cléo. “Eu não queria ter que deixá-la toda vez que tivesse que viajar. Então, na minha própria busca por dicas sobre viagens com animais, descobri o quanto o mercado brasileiro era carente de informações sobre esse tema e que a grande maioria dos donos de pets também tinham a mesma dificuldade que eu.”
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INTEGRAÇÃO EM RITMO DE AVENTURA - O trabalho desenvolvido é do Portal Turismo 4 Patas, um dos pioneiros do segmento, foi além. Com uma média de dois eventos por mês, a empresa promove passeios que vão desde trilhas a water trekking e até raftings. Tudo com a companhia inseparável do seu animal de estimação. São fins-de-semana durante os quais são desenvolvidas atividades de lazer, aventura, socialização e integração para os cães e seus donos..
SERVIÇO ON-LINE - Atualmente ele é o único guia on-line brasileiro especializado em turismo e eventos para animais de estimação. Além de promover os eventos, também divulga estabelecimentos pet friendly (onde os “hóspedes 4 patas” são tão bem-vindos quanto seus donos) e oferece informações essenciais para o planejamento de viagens onde o conforto e a segurança do “viajante 4 patas” são imprescindíveis.
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EVENTOS - Alguns dos eventos já realizados pela empresa incluem rafting nas cidades de Brotas (SP), Juquitiba (SP) e Extrema (MG); water trekking na cidade de Socorro (SP), uma trilha totalmente adaptada aos cães em Santa Isabel (SP) e até passeios de barco em Peruíbe (SP). Mais recentemente, a empresa promoveu um encontro com os pets cariocas, na cidade de Visconde de Mauá (RJ), em um fim de semana repleto de visitas a cachoeiras e muita aventura! Os participantes caninos – cerca de 40 por evento – estão sempre acompanhados por profissionais especializados em comportamento animal para garantir a harmonia do evento. Quem participa, logo percebe como cães, que muitas vezes nunca andaram soltos, sem a coleira, se comportam como em uma verdadeira matilha.
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Próximos Eventos (sujeito a alterações)
DATA: 20 e 21/03 - EVENTO: Fim de Semana Radicão 8
LOCAL: Monte Alegre do Sul (SP) - ATIVIDADES: Rota das cachaças e rafting
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DATA: 10 e 11/04 - EVENTO: Dog’s Trekking 3
LOCAL: Socorro (SP) -ATIVIDADE: Water Trekking
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DATA: 21/04 - EVENTO: Circuito Ecãológico 2
LOCAL: Juquitiba (SP) - ATIVIDADE: Trilha ecológica e prainha fluvial
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UM CRESCIMENTO ANIMAL - Há dois anos no mercado, a empresa tem tido um crescimento no número de participantes nos eventos – que quase sempre se esgotam pouco depois de divulgados. O “Blog da Cléo”, outra iniciativa de Larissa, está sempre recheado de informações e – claro – dos relatos da cachorra sobre suas aventuras. Quem participa uma vez sempre acaba voltando; e garante que a iniciativa de reunir pets e donos para passeios são uma boa receita para deixar de lado o stress e o sedentarismo e para aproveitar momentos de descontração com seus grandes companheiros de 4 patas.
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ALGUNS DEPOIMENTOS: "...Um final de semana com pessoas simpáticas, alegres e com o mesmo objetivo: retribuir um pouco o bem que esses cãezinhos fazem para a nossa vida!!" Felipe Moura e Totinha
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"Muito bacana esta idéia, de proporcionar aos cães e seus donos, uma integração saudável, gostosa e divertida com a natureza!!!... Parabéns aos organizadores e a todos que participaram desta adorável aventura!!!" Giselle Martins - Autora do Livro "Spike: você vai se apaixonar"
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“OBRIGADA por nos dar tantos dias de aventuras como as meninas nunca viram. Tenho certeza que esses passeios ajudam todos nós a desestressar, a aproveitar a vida da melhor forma possível, e o melhor de tudo, na companhia dos nossos imbatíveis amigos leais e inseparáveis.”
Lila Wang
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Para melhor entender como funciona essa maravilha para os animais é que abri espaço aqui no blog para entrevistar Larissa Rios, uma pessoa atenta as coisas que venham aproximar o relacionamento com os nossos bichos. Leiam e vejam a importância de um turismo para o animal.
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1. Fale um pouco de você e sua proposta com o serviço de turismo para animais.
Sou formada em Turismo pela UNIFACS (Universidade Salvador) e Mestra em Comunicação Empresarial pela UB (Universitat Barcelona). Atuei como Produtora de Eventos por mais de 10 anos tendo participado da organização e realização de eventos, nacionais e internacionais, como o Carnaval da cidade de Salvador (Bahia) e as tournées internacionais de artistas como Ivete Sangalo, Babado Novo, Jota Quest e outros. Um dia, cansei da loucura e do corre-corre do mundo do Show Business e decidi unir as minhas principais habilidades, por formação e por atuação – o turismo e os eventos – e resolvi assumir de vez a minha posição de amante incondicional dos animais. Então, resolvi criar o único guia on line brasileiro especializado em Turismo e eventos para animais de estimação, cujo objetivo é promover o conceito de “férias com o melhor amigo”.
2. Vocês foram os pioneiros em buscar a interação entre o animal e seu dono?
Neste sentido, de combinar o turismo, o convívio com a natureza e a prática de atividades de ecoaventura, sim, somos pioneiros. Graças a nós, hoje, as próprias agências e operadoras de turismo de aventura conseguiram enxergar um novo produto.

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3. Como surgiu a ideia de fazer um turismo para 4 patas?
A idéia de criar o Portal surgiu de uma série de necessidades minhas: 1) Eu estava buscando uma oportunidade profissional e queria algo que unisse a minha formação em Turismo com a minha experiência na organização de eventos; 2) Queria fazer algo que estivesse ligado à minha grande paixão: os animais; 3) Na mesma época, eu adquiri a minha mascote, a Cléo (uma Golden Retriever) e não queria ter que deixá-la toda vez que tivesse que viajar. Então, na minha própria busca por dicas sobre viagens com animais, descobri o quanto o mercado brasileiro era carente de informações sobre esse tema. Assim nasceu o Portal Turismo 4 Patas.
4. Você sentiu que tinha público para tal serviço? Qual foi o primeiro animal a fazer turismo com vocês?
Sim! Senti que a grande maioria dos donos de pets com quem eu conversava, também tinha a mesma dificuldade que eu. Ou seja, a dificuldade em encontrar informações sobre o tema. E eles queriam muito, viajar com seus animais! Quando eu falava da idéia, todos adoravam e incentivavam. Nosso primeiro evento de aventura teve a participação de 16 cães, dentre Goldens, Vira-latas, Whippets e Labradores.
5. Falando em clientes, como estão vocês em relação a eles? Muito bem obrigado ou que bons ventos o tragam?
Ah, estamos muito bem, obrigada. Graças a Deus. A empresa realiza, em média, dois eventos por mês, dos quais participam cerca de 40 cães devidamente acompanhados por seus proprietários. Mas, se os ventos trouxerem mais, nos estaremos prontos para atendê-los!!
6. Quais animais utilizam a Turismo 4 patas com mais freqüência?
Para consultas sobre informações de viagens com pets, temos donos de cães e gatos. Mas, participantes dos nossos eventos são exclusivamente cães. Temos participantes caninos de diversos tamanhos e raças, desde pequeninos Yorkshires até Dogue Alemão. Mas, os que predominam mesmo são os Labradores, os Goldens Retrievers e Border Collies. Também temos muitos SRDS (Vira-latas).
7. Teve alguma dificuldade em implantar esse tipo de serviço?
Creio que a maior dificuldade foi conseguir descobrir e reunir as informações necessárias, especialmente no que diz respeito à hotéis que aceitam os animais e roteiros compatíveis com a presença deles. Infelizmente, estas informações não são divulgadas abertamente...ou melhor, não eram, até nós aparecermos no mercado.
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8. Como anda esse tipo de mercado de viagem para animais? Já tem alguma concorrência? E se tem como ocorre?
O mercado está em expansão. A demanda já é grande, pois é cada vez maior o número de pessoas que não abrem mão da companhia do seu bichinho. E a perspectiva é de que cresça cada vez mais. Não, nós fomos a primeira empresa e, com 2 anos no mercado, permanecemos como os únicos. Sabemos que, cedo ou tarde, surgirão concorrentes, afinal, o que é bom dá vontade de copiar, não é mesmo? Mas não tememos a concorrência. Sabemos do nosso valor e profissionalismo, sabemos do espaço e do público que já conquistamos e ficaremos orgulhosos, caso surja algum concorrente, em saber que somos referência e modelo. O mercado tem espaço suficiente para que cada um possa se sobressair pela sua qualidade e criatividade. Mas é importante ressaltar que não basta desenhar um roteiro e sair por aí levando grupos de cães. Há que ter um preparo especial, saber como se organiza um evento, conhecer o mercado turístico e saber sobre comportamento e saúde animal.
9. Saí muito caro para levar um animal numa viagem?
Depende de muitos fatores como, por exemplo, o destino escolhido, a categoria de hospedagem desejada, o meio de transporte....Nós sabemos que muitas pessoas que gostariam de fazer uma viagem com o seu animal, infelizmente, não têm recursos sobrando. Então, para os nossos eventos, buscamos montar diferentes pacotes que vão desde pacotes de 1 dia que incluem atividade e almoço (Pacotes 1 pessoa + 1 cão a partir de R$ 70,00) a pacotes de 2 dias (sábado e domingo) que incluem atividades, hospedagem em apartamento ou chalé junto com o cão e todas as refeições do período. Todos os eventos oferecem acompanhamento de adestradores, brindes e sorteios.
10. Sabendo que o índice de animais abandonados na rua é alto em todo país, como isso afeta o seu negócio? Chega a ser preocupante, não?
Para nós, o abandono de animais é um tema preocupante independente se afeta ou não o nosso negócio. Nunca pensei nisso por esta ótica, mas acho que não há relação.
11. A adoção de animais é a solução do problema da falta de animais que façam turismo? Ou é necessário trabalhar em outras questões, além da retirada dos animais da rua? Quais seriam essas questões a serem trabalhadas?
Como disse na resposta anterior, não creio que haja relação entre os dois temas. Mas defendo a necessidade de se trabalhar na questão da adoção animal. Sempre que temos oportunidade, apoiamos a causa quer seja através da divulgação de notícias, na promoção de feirinhas de adoção, na publicação de anúncios de animais disponíveis e até mesmo utilizamos os nossos eventos na captação de doações para ajudar Ongs e protetores independentes. Acho importantíssimo conscientizar a população, proprietários ou não de animais, sobre a importância da possa responsável e do respeito à vida animal. Tenho muitos clientes que são cães que foram adotados ou resgatados de situações de maus-tratos e fico especialmente feliz quando vejo a vida que eles estão levando e a oportunidade de se divertirem nas nossas aventuras após tudo o que já sofreram.
12. Existe política pública que regulamenta o turismo de animais?
Infelizmente ainda não, pois as autoridades do trade turístico ainda não enxergaram esse nicho do mercado com a importância que deveriam. Mas nós estamos trabalhando nisso.
13. Existe resistência por parte do ramo hoteleiro para o turismo animal? Vocês buscam parcerias com hotéis?
Sim, e este é um dos nossos principais desafios. Os hotéis temem que, ao escancararem as portas para os “pet viajantes” possam estar, de alguma forma, afugentando os hóspedes que não são tão amantes dos animais assim. Também temem que os donos de pet não respeitem as normas de boa conduta e acabem causando prejuízos ao patrimônio ou criando situações embaraçosas. Tenho depoimentos de donos de hotéis que já tiveram diversos tipos de problemas como, por exemplo, quartos destruídos por cães que foram largados trancados sozinhos enquanto seus donos passeavam; donos que perambulam com cães pelo restaurante do hotel; cães que latem excessivamente e incomodam os demais hóspedes, etc. Bom, mas, nem todos os donos de animais são assim. E nós tentamos trabalhar nas duas frentes: por um lado, tentando convencer os hotéis a nos receberem e, ao mesmo tempo, disponibilizando para eles todas as informações necessárias que os ajude a evitar os temidos problemas; e, por outro lado, conscientizando os donos de pets viajantes sobre a importância de ao chegar ao lugar, é preciso conhecer e respeitar todas as restrições e políticas estabelecidas e manter sempre o animal sob a supervisão.
14. Em relação ao roteiro de viagem, é por conta de vocês ou a clientela pode viajar pelo dela? Qual o roteiro mais procurado?
Nós temos roteiros que fazem parte da nossa programação de eventos mas, caso o cliente decida viajar com o seu pet por conta própria, poderá encontrar facilmente todas as informações necessárias em nosso site. Mas, em breve, teremos novidades sobre este tema.
15. A Turismo 4 Patas tem roteiro para a Salvador, já que a Bahia tem forte apelo turísticos?
Temos planos de levarmos nossas aventuras à Bahia. Afinal, como uma boa baiana, sei bem os encantos que a terrinha tem. Mas antes, precisamos estudar bem a logística e custos já que toda a nossa equipe está alocada aqui em São Paulo. E também queremos saber qual é o interesse do público baiano. Os cariocas já nos pediram e em breve os atenderemos. Se vocês quiserem, porque não?
16. Quem quiser contratar seus serviços o que precisa fazer?
Basta contactar através dos nossos e-mails ou site.
17. O que não pode faltar nessa viagem? E quais são os benditos conselhos?
Em primeiro lugar, se certificar de que o animal está em boas condições de saúde – sem nenhum sintoma de doença, movimentando-se e alimentando-se normalmente. Se possível, fazer uma consulta ao veterinário. Depois, é preciso que o animal seja dócil e minimamente comportado – que responda bem aos comandos do dono. Se o animal for muito jovem (menos de 4 meses de idade), muito velho (que não se locomova bem), estiver doente ou, no caso de fêmeas, prenhe ou no cio talvez seja melhor deixá-lo em algum lugar onde ele seja bem cuidado e espere tranquilamente o dono voltar de viagem. Também é importante ter a vacinação do animal em dia e levar consigo a carteirinha de vacinação dele. Idem para a proteção contra pulgas e carrapatos. O pet também deve ter a bagagem dele com todos os seus itens “pessoais” como: caminha, brinquedos, itens de higiene e limpeza pessoal e, principalmente a ração em quantidade suficiente para a duração da viagem. É muito importante fazer com que o animal se sinta o mais próximo possível do ambiente ao qual está acostumado, inclusive mantendo a sua rotina normal quanto aos horários de alimentação e de necessidades básicas (xixi e cocô). O animal deve ter sempre uma etiqueta de identificação na coleira, informando o nome dele e um número de telefone para contato, caso ele venha a se perder durante a viagem. Seja qual for o destino escolhido, não deixar de confirmar se o animal realmente será bem-vindo no hotel/pousada e se o local dispõe de atividades que a pessoa possa fazer juntamente com o animal. Se for para levar o bichinho na viagem e deixá-lo trancado no quarto, melhor não levá-lo. Com relação ao transporte do animal, depende do veículo escolhido. Se a viagem for de avião é preciso consultar a companhia aérea escolhida e verificar normas e tarifas específicas bem como informar-se sobre as exigências para transporte de pets. Muita atenção ao item sedação do animal: NUNCA sedar o animal sem supervisão de um veterinário! Se a viagem for de carro, ficar atento às normas de segurança. Não transportar o animal solto dentro do veículo e sim, utilizar-se de caixas de transporte animal ou cinto de segurança apropriado. Programar paradas para hidratar e fazer as necessidades, dependendo da duração da viagem.
18. Fale do manual do pet viajante
O Manual do Pet Viajante trás informações úteis para ajudar o proprietário no planejamento da viagem com o seu pet, onde ele encontra desde informações sobre saúde até dicas para acostumar o animal à caixa de transporte. Também disponibilizamos informações sobre a segurança no transporte do animal, burocracia para viagens internacionais, política das principais companhias aéreas e normas estabelecidas pelos hotéis para a aceitação de pets.
Damos algumas sugestões para que os proprietários saibam qual a conduta adequada tanto nos estabelecimentos quanto nos destinos visitados para que o seu pet seja sempre bem-vindo. E, por último, um check lits com itens que devem compor a bagagem do pet.
Tudo para que a viagem não se transforme numa dor de cabeça para o dono e numa frustração animal, mas sim, seja repleta de momentos de diversão e prazer para os dois.
19. Conte algum acontecimento de uma viagem com um animal que virou a maior comédia.
Ah, já tivemos tantos casos...bom, no momento, um que lembro foi uma visita a alguns alambiques na cidade de Monte Alegre do Sul (SP). Enquanto os donos degustavam os licores oferecidos, um dos cães foi pego no flagra devorando todos os amendoins que nos serviriam de petisco. Já tive também, donos de cães de porte pequeno que diziam que o peludo morreria de medo dentro do bote do rafing. Mas, durante o percurso, o que vimos foi que cão estava amando radicalmente a atividade e o dono era o que tremia de medo.
20. Quais os motivos e os benefícios para fazer uma viagem com seu animal?
Ah, gente, viajar é uma delícia, né? Imagine então poder compartilhar da companhia do se animal amado e dividir todas as experiências com ele!!!
Depois de participarem dos nossos eventos, vejo donos que se sentem muito mais próximos do seu animal. Donos que passam a entender melhor o comportamento e as necessidades do seu bichinho. Donos que superam desafios e se surpreendem com os seus peludos. Vejo o brilho no olhar e no sorriso deles. Precisa dizer mais??!!
21. Um turismo com o seu animal é...
Incomparável a qualquer outra experiência. É muito mais divertido, muito mais gostoso.
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Larissa Rios
Portal Turismo 4 Patas: http://www.turismo4patas.com.br/
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