ENTREVISTA COM A "ECOMENINAS"


Desta vez meu achado não veio da internet, mas de uma revista. A Revista Bons Fluídos, num texto gostoso e interessante de ler. Pela leitura me identifiquei com o que faço no blog do movimento. Um trabalho de não deixar “cair a peteca”, através do meu propósito de divulgar, trocar informações, nos mais diversos assuntos ligados ao tema “adoção”. Sempre buscando interagir com pessoas que impulsionam a “causa animal”. Exatamente como aconteceu com as “Ecomeninas” preocupadas com o ecossistema e conseqüentemente, a saúde do planeta.
As Ecomeninas são um coletivo formado por cinco especialistas em Direito Ambiental que resolveram também criar um blog dentro da proposta ambiental, que abrangesse vários assuntos, tais como: legislação, educação ambiental e notícias diversas sobre meio ambiente.
O mais interessante é que o coletivo Ecomeninas abre um leque de debates importantes para os questionamentos que dizem respeito ao nosso bem estar ambiental e qualidade de vida. Será a sociedade a grande culpada? Como devemos fazer para preservar o que ainda nos resta? As respostas estão lá, esperando por sua visita no blog Econexos por Ecomeninas.
Depois dessa entrevista você saberá melhor como ajudar a Terra, pelas suas atitudes e seus comportamentos perante o meio ambiente. Esteja certo: elas acrescentarão importantes informações e conhecimentos, para sua convivência com e no planeta. Confira e comprove!
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A princípio as Ecomeninas são cinco amigas que se conheceram em um curso de especialização em Direito Ambiental e formaram um coletivo. Como tinham muitos interesses em comum, começaram a se encontrar fora das aulas para trocar idéias, sempre tendo como tema central o interesse pela ciência ambiental e a vontade de divulgar o que sabem, levando um pouco de consciência ambiental para as pessoas.
Então criaram o blog Econexos por Ecomeninas e ele se tornou um canal de comunicação virtual, para um público que busca informações sobre o assunto. E de fato, através do blog, foi possível entrar em contato com diversas pessoas interessadas em conhecer, divulgar, discutir ações ambientais, que passaram a utilizar o blog como fonte de pesquisa.
O objetivo das Ecomeninas é ampliar a sua atuação, atuando na área de consultoria jurídico-ambiental, de educação, bem como nos processos públicos decisórios, entre outros. Para tanto, as Meninas estão sempre em uma constante busca de interessados na formação de parcerias, na criação de projetos e de idéias interessantes!


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1. O que levou ao surgimento do “Ecomeninas”?
Já nos conhecemos há um bom tempo, algumas da faculdade de Direito e outras da pós graduação em Direito Ambiental. Conversávamos com certa freqüência sobre questões ambientais e sempre sonhávamos com idéias em comum, de constituir uma consultoria jurídico-ambiental, ministrar cursos, promover a educação ambiental, etc. Então o blog surgiu quase como uma brincadeira e foi ficando sério. A idéia era criar um canal de comunicação onde pudéssemos expressar nossos anseios sobre o futuro do meio ambiente, ou melhor, o nosso futuro, além de divulgar iniciativas virtuosas que nos enchiam de orgulho e nos incitavam a acreditar em mudanças de comportamento por parte de todos.
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2. Como funciona o blog de vocês na questão do meio ambiente?
O blog é um canal de comunicação, como já foi dito. Postamos diariamente notícias diversas que permeiam a questão ambiental; recebemos de nossos leitores sugestões de temas para postagens; respondemos a consultas enviadas por estudantes, curiosos e interessados na área; compartilhamos experiências com o público em geral, além de tantas outras coisas... O blog também é uma porta de abertura para apresentação dos nossos serviços que envolvem a elaboração de pareceres, pesquisas, a atividade de consultoria e a realização de cursos. Somos advogadas especialistas em Direito Ambiental, Direito Minerário e Gestão Ambiental, além de uma Mestra em Geografia e estamos aptas a prestar esse tipo de assessoria para quem se interessar.
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3. As Ecomeninas participam da conscientização ambiental, de qual maneira?
Somos 05 (cinco) mulheres que possuem atividades diárias diferentes, mas cada uma contribui para uma vida mais saudável e que interfira de forma menos impactante no meio ambiente, à sua maneira. As ações a que nos referimos são aquelas que vão desde a coleta seletiva até a escolha de uma verdura orgânica que será levada para casa. Acreditamos que um bom exemplo vale mais do que mil palavras! E assim vamos ensinando e aprendendo na convivência diária com a família e amigos.
Além disso, as Ecomeninas possuem um engajamento por meio do blog. Postamos idéias, projetos, agenda de eventos na área ambiental, melhores práticas e dicas de conscientização ambiental e, assim, conseguimos atingir um número maior de pessoas. É interessante o fato de que ao apresentar uma melhor prática, você diretamente contribui para melhores práticas de várias pessoas. Quem tem interesse de verdade na questão ambiental apresenta informações úteis e interessantes, as quais são divulgadas em nosso blog. Por fim, cabe lembrar que as Ecomeninas também atuam profissionalmente como advogadas e consultoras na área de Direito Ambiental, na defesa do meio ambiente e estão firmando parcerias para a realização de eventos e projetos. Para saber sobre isso basta acompanhar o blog! Aguardem!
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4. A questão do planeta será sempre uma pauta constante?
Sem dúvida! Esse é o nosso propósito! Assunto de extrema relevância e que vem ganhando cada vez mais força, a temática ambiental precisa ser discutida constantemente pelos mais diversos grupos sociais como: políticos, economistas, sociedade civil, entidades diversas, ONGs, entre outros. Acreditamos que as pessoas começaram a despertar para os problemas que enfrentamos em razão da devastação ambiental sem precedentes que ocorre desde a revolução industrial e que segue agressiva nos dias de hoje. Iremos mostrar de todas as formas possíveis, e quantas vezes for preciso, a necessidade de mudança de consciência. Isso para que o planeta consiga se manter com condições de vida saudáveis para homens e animais.
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5. Como poderemos contribuir para que essa pauta saia da ordem do dia?
Somente se cada um fizer a sua parte! Não podemos esperar dos governantes uma mudança efetiva e que obrigue todos a mudarem de comportamento; até porque o governo anda nos trilhos do capitalismo ainda “selvagem”, que visa o lucro a qualquer preço. Ainda estamos longe de mudar de pauta, mas é com as pequenas atitudes de cada pessoa, atitudes que parecem invisíveis na imensidão de pessoas em uma grande cidade como Brasília, Salvador ou Belo Horizonte, que faremos a diferença. Através da perseverança - enquanto nosso valor - e da crença de cuidar da natureza, vamos encontrando vários pares, grupos e cidades que estão trabalhando silenciosamente e amorosamente em prol do meio ambiente, como a gente.
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6. O planeta ainda tem jeito? Somos todos culpados? Qual a nossa maior culpa?
Depende se encaramos o mundo de forma otimista ou pessimista. Para nós, o planeta tem jeito sim, mas é a longo prazo e nós somos todos culpados.
Ou será que a pergunta deveria ser: O homem ainda tem jeito? O homem tem jeito sim e a natureza é forte o suficiente para se refazer, mas o homem insiste com sua “cegueira” e não consegue ainda perceber que existem limites e alternativas para o crescimento e desenvolvimento econômico, poupando a natureza e a si mesmo. A culpa existe a partir do momento que percebemos que estamos errados e persistimos no erro. Muitas pessoas ainda hoje são surpreendidas com informações básicas sobre a situação do planeta e outras já têm ciência, mas não se julgam responsáveis. Não dá para esperar que o vizinho separe o lixo, que todo o prédio separe o lixo, ou que o caminhão de coleta seletiva passe na sua porta. Separe seu lixo, leve até um ponto de coleta e pronto.
Nós já estamos sendo punidos e seremos ainda mais caso não haja uma conscientização em massa e agora. A maior culpa que todos temos é a inércia. É não fazer nada para mudar, não nos preocupar e principalmente não procurar mudar nossos hábitos.
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7. Manifestações em diversas frentes funcionam? De que forma elas ajudam?
Claro! Manifestações pacíficas, coordenadas, organizadas e apolíticas, com objetivos definidos e verdadeiros constituem uma ótima forma de ganhar espaço na sociedade, de demonstrar a indignação e a necessidade de mudanças. São uma excelente forma de se conseguir mais seguidores e de se atingir as pessoas dispostas a mudarem de atitude.
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8. A conscientização das pessoas em relação à vida do planeta vem mudando? Qual o sinal dessa mudança?
Entendemos que sim. A questão ambiental foi discutida internacionalmente pela primeira vez em 1972, em Estocolmo, com o foco principal nos problemas que emergiam pelas práticas humanas insustentáveis. Então, é uma discussão muito recente, apesar de os danos serem imensos e devastadores. Depois disso vieram diversos tratados internacionais em prol do meio ambiente e dentro de cada país os sistemas normativos foram se adaptando à necessidade de regulamentar a utilização dos recursos naturais.
Talvez as mudanças estejam ocorrendo muito devagar, mas pode-se ver isso através do grande número de projetos ambientais adotados por empresas, pelo aumento da quantidade de leis ambientais sancionadas, pelo crescimento de ONGs e instituições diversas, pela questão de a sustentabilidade ser hoje uma palavra tão comentada. Entendemos que ainda falta dar o contorno correto, que falta agir muitas vezes com mais empenho. Não dá para negar também que a questão ambiental está muito ligada à questão política. Talvez seja necessário um pouco menos de demagogia e de mais ação. Mas está claro que as coisas estão mudando.
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9. Onde estamos no contexto mundial? A Amazônia, a que ponto nos prejudica?
A Amazônia não nos prejudica! Muito pelo contrário. Fomos agraciados por uma floresta riquíssima e que é essencial na regulação do clima do planeta. Estamos falando de uma floresta com a maior biodiversidade do mundo e potencial de desenvolvimento econômico sem precedentes - isso se mantermos a floresta em pé! Mas os nossos governantes ainda não perceberam essa riqueza e acreditam que somente desmatando podem gerar renda. Um bom exemplo para implementação de mudanças consideráveis de proteção ao meio ambiente tem a ver com florestas e é chamado de REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal. Esse termo surgiu em 2007 durante a 13ª reunião de países da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 13), realizada em Bali, na Indonésia, quando pela primeira vez o papel das florestas foi oficialmente reconhecido como fundamental para os esforços no combate aos efeitos das mudanças climáticas globais. A idéia é criar valores econômicos para a floresta em pé ou para o desmatamento evitado. Como outros mercados, um poluidor poderá compensar suas emissões comprando créditos de quem ainda tem o que conservar. Por outro lado, se um dono de floresta mantiver sua mata em pé será compensado financeiramente. Existem alguns estudos que demonstram que esse mecanismo gera mais lucro do que plantações de soja ou a criação de gado. Alternativas existem, o que falta é uma política ambiental efetiva.
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10. Fale um pouco do “Econexos”. Seria um fórum de debates das questões ambientais?
Na verdade Econexos é o título que demos para o blog das Ecomeninas. O nosso blog realmente funciona como um fórum de debates; discussões; apresentações de novas idéias; espaço para críticas, elogios, sugestões e o que mais for interessante e pertinente à temática ambiental, para que seja possível construirmos conexões, parcerias e projetos dentro desta área.
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11. Devemos acreditar que no Brasil a política ambiental está fazendo o seu trabalho ou deixa a desejar? Por quê?
Deixa a desejar. Podemos dizer que no Brasil a política ambiental praticamente não existe. Existe a política da agricultura e pecuária, a política da saúde, a política da educação e assim por diante. Ninguém percebeu ainda que todos precisam trabalhar juntos, pois o meio ambiente permeia todas estas e outras áreas. A política ambiental está isolada no contexto político e muito pouco vem sendo feito.
Além disso, é feito muito merchandising em torno da questão ambiental, são muitos os interesses políticos envolvidos, são na verdade jogos de interesses. Alguns até resultam em coisas positivas, mas outros apenas mascaram as verdadeiras intenções dos governantes e a causa ambiental quase sempre sai perdendo, em comparação com outras áreas.
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12. Estamos num período de eleição, existe um forte partido voltado para o Verde, que tem como proposta avivar nossas esperanças de um meio ambiente melhor, por ser um partido voltado às questões ambientais. Você acha que isto é possível?
Vindo de um único partido, isoladamente, não. É necessária uma aliança política mais forte. Não adianta um partido apenas estar voltado para a causa ambiental, sendo que outros sequer a consideram em sua plataforma de governo.
Importante frisar que o corpo ministerial é composto de pelo menos 05 (cinco) partidos políticos e que se todos não estiverem envolvidos com a questão, é bem difícil aprovar ações concretas significativas na área ambiental.
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13. O que deve fazer o novo governo para mudar a situação de o Brasil ser um dos maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo devido ao nosso desmatamento?
O mecanismo REDD, conforme exposto no item 9 acima, é uma resposta à esta pergunta. O Brasil engrossa a lista de países que mais emitem gases poluentes em razão do uso da terra, considerando-se o desmatamento para fins de agricultura e pecuária. O governo deve e pode explorar de forma sustentável a floresta, utilizando recursos de manejo florestal, o conhecimento das populações tradicionais. Quando se cria oportunidades de desenvolvimento para a população amazônica, o índice de desmatamentos ilegais, aqueles que são feitos em pequena escala para venda da madeira, por exemplo, é reduzido. Além disso, é necessário investir na estrutura física e de pessoal dos órgãos ambientais. A dificuldade em fiscalizar é justificada pela enorme extensão da floresta e pela falta de agentes. A tecnologia à disposição permite identificar focos de desmatamento, então o governo deveria investir em melhores vencimentos para os fiscais dos órgãos ambientais, além de realizar seleções ou concursos para incrementar a segurança na Amazônia, bem como em todas as áreas verdes que sofrem com o avanço do desmatamento.
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14. O Ministério do Meio Ambiente tem falhas? Quais são elas? Tem como corrigi-las?
Acreditamos que a grande questão não seria as falhas do Ministério do Meio Ambiente, mas as falhas da política pública brasileira, como um todo. Existem incoerências na estrutura institucional do Ministério do Meio Ambiente, mas eminentemente o grande problema é que as decisões ambientais no país são eminentemente políticas, tomadas de “cima pra baixo”. O órgão ambiental responsável pode fazer o seu trabalho de forma correta e bem fundamentada sendo contrário, por exemplo, a construção de uma pequena central hidrelétrica, mas a obra é feita mesmo assim, passando por cima de pareceres técnicos. O licenciamento ambiental normalmente é feito, sabemos das dificuldades e da atuação constante de movimentos sociais e ONGs na observância de todo o procedimento legal exigido, mas ainda assim acabamos derrotados por interesses políticos preponderantes.
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15. Em matéria de projetos ambientais o Brasil está bem servido?
Idéias boas não faltam, mas ainda existem muitas barreiras para implementação de projetos como: a falta de incentivos financeiros e fiscais, falta de apoio do governo, descrédito com relação à proteção ambiental, que muitas vezes é percebida como um entrave ao desenvolvimento, só pra citar alguns possíveis entraves. Contudo, ainda assim há muitos bons exemplos surgindo.
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16. Somos um país sem memória e também sem consciência. Qual o melhor caminho para tornar um povo mais consciente na preservação da natureza?
Educação! Fazemos parte de uma parcela pequena da população brasileira que tem acesso a boas escolas, faculdades, especializações, etc. Isso facilita o acesso à informação e também acabamos entendendo melhor as implicações de nossas ações no mundo. Mas isso não é suficiente, pois o cuidado com a natureza é algo que vemos em uma casinha simples de uma família que não recebeu nenhum tipo de educação formal. Então, pode-se dizer que é algo que se aprende a qualquer momento, em qualquer lugar, basta querer!
Outro ponto a ser destacado na busca de um povo que preserve o meio ambiente é que lhes sejam dadas condições mais dignas de vida. Como falar em preservação do meio ambiente para alguém que vive em condições insalubres nas periferias de nossas cidades? É complicado. Meio ambiente está ligado à saúde, educação, condições de vida digna, qualidade de vida, e assim por diante.
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17. Porque tanta gente peca ao produzir um absurdo de lixo ambiental? O nome desse pecado seria a nossa falta de educação?
Infelizmente, nós não fomos educados para isso. Muito pelo contrário, recebemos estímulos constantes que nos levem a consumir e a consumir, cada vez mais. A produção de lixo é um grande problema. Estamos assistindo a discussão no Congresso Nacional da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Não dá mais para continuar sem uma política que crie obrigações para os governos locais e estaduais, não dá mais para conviver com lixões. Por outro lado, vemos inúmeras iniciativas de pessoas que fazem a separação do lixo a ser reciclado e entregam nos pontos de coletas de associações de catadores que se espalham por todo o Brasil. O potencial econômico da reciclagem é imenso, além de ser uma importante fonte de geração de renda para muitas famílias.
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18. Em relação à educação ambiental, é certo dizer que ela também precisa de um PAC – Programa de Aceleração do Crescimento?
Poderíamos dizer que esse programa já existe! A Política Nacional de Educação Ambiental foi instituída por meio da Lei Federal 9.795, de 27 de abril de 1999. A referida lei define a educação ambiental como os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. A Lei prevê também a existência da educação formal e informal. Formal seria a existente dentro das instituições regulares de ensino (escolas, faculdades, universidades, etc), no entanto não deve ser implementada uma disciplina isolada de educação ambiental, pois deveria permear todas as outras disciplinas. A educação ambiental informal é a que vemos ser feita por organizações sociais, ONGs, governo. São todas as iniciativas que busquem trazer para o cotidiano das pessoas o universo da preservação do meio ambiente. O blog Econexos por Ecomeninas constitui um exemplo deste tipo de iniciativas informais de educação ambiental. Mas ainda há muito a ser feito.
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19. Falando em PAC, por onde ele começaria?
Com certeza este PAC de educação ambiental começaria com as crianças, por duas grandes razões. Em primeiro lugar, porque elas constituem o futuro do nosso mundo e desde já precisam ser educadas para viverem de forma mais harmônica com o meio ambiente, respeitando-o. Além disso, elas são fundamentais no processo de difusão de conhecimento e de procedimentos ecologicamente corretos e agem cobrando dos adultos uma postura adequada com relação à proteção do meio ambiente.
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20. Como educar uma pessoa que tem o costume de jogar lixo em tudo que é canto?
Somente o próprio indivíduo pode fazer a própria transformação. O que podemos auxiliar é com a sensibilização de qualquer questão. Acreditamos que o argumento ainda é a melhor forma de gerar mudanças! Mostrar as conseqüências do lixo jogado nas ruas seja a sujeira, o trabalho para os garis, o entupimento das galerias pluviais ou bueiros, os alagamentos e enchentes em épocas de chuvas, mortes de muitas pessoas, doenças causadas, etc.
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21. Vocês promovem debates e fóruns de discussão. O pessoal propõe muitas pautas? Quais os temas mais pedidos?
Já recebemos vários e-mails com perguntas e dúvidas sobre assuntos diversos, bem como sugestões de assuntos para pauta e estamos abertas para isso, queremos falar sobre temas que interessem as pessoas e que sejam relevantes. Os assuntos mais recentes foram relativos às normas jurídicas ambientais, como as alterações recentes no Código Florestal e a Lei da Política Nacional de Resíduos, além de questões relacionadas à destinação de lixo eletrônico, lâmpadas fluorescentes, os processos de reciclagem disponíveis e o contato dos locais que realizam esses serviços. Também são bastante comuns alguns pedidos de informações sobre termos técnicos (TI Verde, etc), assuntos relativos à Educação Ambiental e a indicação de livros, de cursos de direito ambiental, entre outros.
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22. O número crescente de animais na rua é uma conseqüência desse problema ambiental ou não necessariamente?
Acreditamos que não necessariamente, o número crescente de animais na rua tem sido gerado por uma série de razões como os altos custos de manutenção da saúde e higiene dos animais domésticos; aliados à falta de espaço nas residências; à falta de tempo suficiente para dedicar à criação de pets; além da própria falta de responsabilidade das pessoas que simplesmente se “cansam” de seus animais, abandonando-os na rua, sem qualquer tipo de cuidado. Isso tudo é um reflexo da superficialidade das relações sociais que é tão característico do nosso tempo. O que é lastimável!
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23. Se as pessoas seguissem os conselhos alheios o do Ecomeninas seria...
Para nós, a história do "Beija-Flor e o Incêndio" é bastante ilustrativa e inspiradora. Diversas são as versões desta fábula, sendo que alguns a atribuem a comunidades indígenas, enquanto outros defendem que se trata de uma lenda japonesa. Enfim, o importante é a mensagem transmitida.
Houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor: "Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?" E o beija-flor respondeu: "Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte".
Somos muito adeptas da idéia: cada uma fazendo a sua parte! Não fique exigindo ou esperando mudanças dos outros ou do governo. Um exemplo vale mais do que qualquer coisa. As atitudes silenciosas influenciam a mudança de multidões.
Se cada um fizer a sua parte, juntos podemos fazer muito! Isso é possível aplicar ao nosso dia a dia, às nossas relações cotidianas... Temos é que ter coragem para fazer um pouquinho de cada vez e sempre! Agir em casa, no trabalho, na escola, na faculdade, na família, no bairro, na Igreja e onde mais for possível... Ficar atento, se informar, discutir, questionar e levar adiante iniciativas que visem à melhoria da qualidade de vida em todos os seus aspectos, inclusive ambiental e social.
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1 comentários:

Jorge Hardt disse...

Ta aí bons exemplos.

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