CÉUS DOS CÃES

ESPAÇO REESERVADO PARA A HOMENAGEM AOS NOSSOS GRANDES AMIGOS QUE PSSSARAM PARA O ANDAR DE CIMA E QUE DEIXARAM IMENSA SAUDADES EM NÓS.
MAS O BOM É QUE TEMOS A CERTEZA DE QUE UM DIA NOS REENCONTRAREMOS, POIS NÃO HÁ NADA QUE QUEBRE O LAÇO DE UMA AFINIDADE VERDADEIRA, FORTE E PURA.


LEMBRANÇA-TEXTO: O CHAMADO DA MORENA
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Na vida nascemos para sermos fortes, principalmente nós homens. A educação machista nos ensina a não mostrarmos nosso sentimento em lágrimas. Homem não chora! Agüenta calado, triste, saudoso... Mas continua ali árido com o coração dilacerado em nome de uma fortaleza, ou na verdade, uma imposição de uma sociedade patriarcal, que não admite uma fraqueza sequer nesse sentido. Homem é homem, não bebê chorão.
No meu caso, mesmo sendo mais um homem criado para viver seco, um ser humano de “coração de pedra”, deixo meu sentimento vir à tona ao ponto de aparecer nos meus olhos o choro, o chororô sem vergonha, preconceito ou frescura. Vou Chorar mesmo! E que se dane os milhares de machões de plantão. Esta minha defesa em nome de todos os chorões como eu, tem um motivo muito forte: acabo de perder minha cadela, a querida Morena, a moreninha que me deu tantas alegrias com sua fidelidade canina e suas brincadeiras comigo. Como esquecer seu latido, seu pular na gente e o corre-corre dentro de casa e não se emocionar, com as suas boas recordações? Levarei comigo para sempre.
Morena era única (uma vira-lata misturada com pastor alemão) que entendia e respondia cada chamado meu com seu abanar de rabo e seu olhar. Mesmo doente – piorou muito nos últimos dias – levantava a cabeça, me olhava e parecia até sorrir, um sorriso sofrido querendo dizer: “to aqui, quero carinho...” Nesse particular, ela recebeu em toda sua vida o afeto dado por toda nossa família. Doente mas feliz!
O fato é que acordei com a notícia: “nossa cachorrinha se foi...”. Corri para vê-la e foi uma tristeza absoluta: seu corpo inerte, seus olhos aberto e o silêncio da morte. Hoje o dia era para ser de luto. Sim, era. Seria um luto digno de bom e querido animal, mas não posso considerá-lo como tal, sendo Morena, minha cadela preferida (agora só temos Negrita, a terrível!) que nunca vi tristonha, pelo contrário, vivia a fazer folia... Brincalhona!...
Teu chamado para o andar de cima, apesar de toda dor e saudade foi um alívio para nós e para ela. Muito doente, já não andava mais e aquela vivacidade estava ganhando outro nome: sofrimento... Deus sabe e saberá sempre o que faz. Sei que São Francisco vai recebê-la de braços abertos num abraço generoso de conforto e carinho, nesse inicio da Primavera. Acredito que os animais também têm alma e a de Morena terá seu lugar nos céus dos bichinhos, com certeza.
Estou num vale de lágrima onde a sua lembrança toma todo o meu espaço. Não consigo explicar o que sinto. Um homem sem sua amiga fiel. Quando a verei de novo? Em sonhos, nas lembranças vivas, nas suas fotografias? Enfim... Essa relação do homem com bicho num momento de partida ou despedida como no meu caso (pois ela sempre continuará fazendo parte da minha vida) complica enxergarmos somente pela ótica da racionalidade, sem levar em conta a convivência que leva a afetividade, já que consideramos como um membro da família.
Para aqueles onde o coração pulsa e trabalha com óleo diesel, saibam que estão perdendo muito, em não se deixar abater por uma lágrima sequer. A saudade mesmo dolorosa acaba por transmitir um sentimento, que comprova que você é uma pessoa dotada de sentidos, capaz de se comover com as pequenas, mas não menos importantes coisas da vida, como a morte de uma simples cachorra.
Não me sinto menor por isso, por passar o restante do dia mergulhado na tristeza. Sei que passará a qualquer momento, porém enquanto não passa... Deixe-me chorar sozinho.
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Leon, seu amigo fiel .

DONO: Leon
CADELA: Raça não definida (mas misturada com policial)
(*1992 - + 2008 ) TEMPO DE VIDA: + DE 15 ANOS


LEMBRANÇA-TEXTO: PERDAS
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Você veio como um presente de Deus para apaziguar outra perda, inconsolável!Tão pequeno, que cabia na palma da minha mão, ávida por acarinhá-lo.Crescemos juntos, brincamos juntos, mas infelizmente, não pude impedir os sinais do fatídico tempo.E assim, os dias avançavam, mas sua disposição me ludibriava...Acreditei na eternidade, no improvável, mas a realidade foi severa e dura!Hoje meu menino se foi, mas seus três últimos suspiros me confortaram... você viu e sentiu minha constante presença na sua vida, não estava só! Sua fidelidade canina sempre estará presente nas minhas melhores reminiscências!Ainda que esta vida seja efêmera, meu amor nunca sucumbirá com este fardo da morte. Te amo Thuco!!!
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DONA: Camila
CACHORRO: Pincher-toy
MORTE: 23/02/09

1 comentários:

davisinho.wkwd disse...

No dia 05/03/11 nosso amigo Torinho nos deixou ele tinha apenas 4 animhos!!! Vítima da sinomose!!!Fica aqui nosso carinho e homenagem !! Ele era alegre carinhoso brincalhão e um bom guardião!!! Com certeza deixara muita saudades, fará muita falta na nossa família!!!

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