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Publicado em 03/09/2010 Vanessa Prateano e Ismael de Freitas, da sucursal, especial para a Gazeta do Povo
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Chip dificulta abandonoCom o decreto assinado na quarta-feira, uma das principais vitrines do antigo Departamento de Zoológico, a Rede de Defesa e Proteção Animal, passa a integrar o novo departamento. O projeto é responsável por cadastrar os animais da cidade, que passam a portar um microchip identificando o dono. “A partir do momento que o animal tem o chip, o dono pode ser localizado e responsabilizado pelo abandono, o que inibe esse tipo de comportamento”, explica Marcos Traad. De acordo com estudo supervisionado pelas ONGs, somente a população de cães da capital já ultrapassa 400 mil animais, dos quais 12 mil são abandonados e 192 mil semidomiciliados (cães e gatos com dono, mas que passam a maior parte do tempo na rua). Para a voluntária da Sociedade de Proteção aos Animais de Curitiba, Ana Paula Cecone, a chipagem é necessária, mas deve ser feita após a castração do animal, algo que hoje não acontece. A prefeitura oferece apenas o kit de castração – são mais de 4 mil repassados anualmente a duas ONGs que prestam o serviço a pessoas carentes através de convênio –, mas não paga o veterinário nem oferece o local. “Não adianta apenas chipar o animal. Se ele não for castrado e tiver o hábito de viver na rua, vai se reproduzir e contribuir para aumentar o número de cães abandonados. O problema vai continuar.” (VP)
Para o diretor do novo departamento, Marcos Traad, a criação do abrigo já é um avanço. De acordo com Traad, a prefeitura não pode recolher todos os animais abandonados sob o risco de estimular a prática do abandono. “O que temos de fazer é conscientizar as pessoas, trabalhar a posse responsável do animal.”InteriorNo interior, algumas prefeituras dispõem de departamentos para fazer a castração, chipagem e tratamento desses animais, mas esse trabalho não é suficiente para diminuir o número deles nas ruas.Um dos casos mais problemáticos é o de Cascavel, onde a ONG Associação Cidadã de Proteção aos Animais (Acipa) construiu um abrigo com capacidade para abrigar 140 animais, onde vivem hoje mais de 220 cães e gatos. Em Maringá, existe um programa de recolhimento e castração de animais abandonados. Segundo a prefeitura, atualmente são feitas em média 5 castrações por dia, mas só são recolhidos cães e gatos que representem risco para a saúde pública ou que são agressivos. Em Ponta Grossa, os cães recolhidos são castrados, vacinados e tratados. Depois, são devolvidos às ruas.



























